Ouro supera US$ 4,4 mil com Oriente Médio e dados de inflação no radar | Finanças


Os preços dos contratos futuros do ouro fecharam em alta e superaram US$ 4,4 mil por onça-troy, nesta terça-feira (11), dando sequência a dois dias de ganhos apoiados pela demanda firme de bancos centrais, enquanto os desdobramentos no Oriente Médio seguem no radar, com preços do petróleo elevados. Investidores aguardam também os dados de inflação dos Estados Unidos amanhã em busca de pistas sobre o caminho da política monetária do Federal Reserve (Fed).

Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o ouro com entrega prevista para abril fechou em alta de 0,48%, a US$ 4.408,2 por onça-troy.

“Ainda não há sinais de um acordo para a reabertura do Estreito de Ormuz e também vimos uma escalada na retórica entre os Estados Unidos e o Irã”, diz o Deutsche Bank, em nota. O Irã afirmou que a reabertura do Estreito de Ormuz está condicionada ao fim das ações dos Estados Unidos e do bloqueio aos portos e à compensação por danos, enquanto Donald Trump cobra reparações de Teerã pelas mortes em conflitos e protestos, elevando as incertezas sobre um acordo.

Na frente de dados, o consenso de mercado é por uma alta de 0,1% no CPI de julho, após queda de 0,4% em junho. Uma inflação mais moderada pode reduzir as pressões sobre o Federal Reserve (Fed), enquanto a alta dos preços de energia pode reforçar os riscos inflacionários e de juros mais altos, o que tende a pressionar o ouro, que não gera rendimentos.



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