Uma nova vaga de calor está a atingir a Europa, com mais de metade da população do continente exposta esta quarta-feira a temperaturas superiores a 30 ºC. Nas regiões onde vivem pelo menos 92 milhões de pessoas, os termómetros deverão mesmo ultrapassar os 35 ºC.
O sul e o oeste da Europa deverão concentrar o calor mais intenso, com Espanha, França e Itália entre os países mais afetados, segundo a ‘Euronews’. Mas as temperaturas elevadas estendem-se também aos Balcãs e ao Reino Unido, onde as autoridades se preparam para responder a mais um episódio de calor extremo.
Em Espanha, grande parte do território permanece sob alerta, com previsões superiores a 35 ºC numa extensa faixa entre o noroeste e o sudeste do país. Em França, são esperados valores semelhantes em várias regiões, embora o nordeste e as áreas montanhosas devam escapar às temperaturas mais elevadas.
Calor e seca afetam produção de energia
As consequências estão já a fazer-se sentir além dos termómetros. Em França, a capacidade de produção de energia nuclear sofreu esta quarta-feira uma quebra de 20%, segundo o ‘Le Monde’.
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A interrupção foi associada à combinação entre seca, temperaturas extremas e uma invasão de medusas, que entupiu bombas utilizadas no arrefecimento dos reatores.
Especialistas citados pela ‘Euronews’ apontam a sobrepesca, a poluição por plásticos e o aquecimento das águas associado às alterações climáticas como fatores que têm criado condições favoráveis à proliferação destes animais.
Também em Itália são visíveis os efeitos da seca. No rio Pó, a descida acentuada dos níveis de água deixou embarcações assentes no leito seco em algumas zonas.
Balcãs enfrentam seca e incêndios
A vaga de calor estende-se aos Balcãs, atingindo particularmente a Grécia e a costa do Adriático.
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As temperaturas persistentemente elevadas estão a agravar a seca na região, com consequências para as culturas agrícolas e para os sistemas energéticos, ao mesmo tempo que aumentam as condições favoráveis à propagação de incêndios florestais.
O risco de fogo não se limita ao sul da Europa. Na Escócia mantêm-se alertas de incêndio, numa altura em que o Reino Unido enfrenta também uma forte subida das temperaturas.
Reino Unido pode chegar aos 37 ºC
As autoridades britânicas preparam uma reunião de emergência do comité Cobra para avaliar a resposta ao calor extremo, naquela que será a segunda reunião deste género relacionada com as temperaturas elevadas este ano.
O Met Office ativou um aviso âmbar de calor extremo e prevê uma subida rápida das temperaturas, com muitas regiões a atingirem pelo menos 35 ºC.
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As máximas poderão chegar aos 36 ou 37 ºC, sobretudo nas Midlands e no leste e sudeste de Inglaterra.
O serviço meteorológico britânico admite que o país esteja a caminho de registar o seu “verão mais quente de sempre”.
Europa é o continente que aquece mais rapidamente
A sucessão de episódios de calor extremo ocorre num continente que está a aquecer mais rapidamente do que qualquer outro no planeta.
Os primeiros meses deste verão ficaram marcados por sucessivas vagas de calor, períodos prolongados de seca e grandes incêndios florestais. França e Espanha estiveram entre os países mais afetados pelos fogos, enquanto episódios de grande dimensão foram também registados noutras regiões europeias.
Os cientistas têm alertado que as alterações climáticas estão a aumentar a frequência e a intensidade das condições meteorológicas que favorecem incêndios na Europa, incluindo temperaturas extremas, períodos prolongados sem precipitação e vegetação cada vez mais seca.
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