
A ideia de apostar no trio de meio-campistas veio para ficar no Grêmio. Noriega, Nardoni e Villasanti sustentaram o time nas últimas partidas. Além da classificação na Copa do Brasil, o modelo tático deu boa resposta no Brasileirão: empate com o Fluminense e a vitória contra o São Paulo.
Além da melhora de rendimento estar refletida na tabela de classificação, os números também comprovam o crescimento da equipe nas últimas semanas.
O trabalho do dia a dia no CT Luiz Carvalho entre jogadores e Luís Castro passou por muitas desconfianças recentemente. O ponto de maior pressão se observou após a eliminação com derrota para o Bolívar, na Arena. Avançar às quartas de final da Copa do Brasil ajudou a amenizar o clima e ter se afastado do Z-4 na Série A devolveu parte da confiança da torcida.
— Equipes que conseguem competir, e competir bem. Grêmio competiu com vontade. Sabemos que jogando assim, estamos mais perto da vitória. Jogamos bem na primeira parte, contra um adversário de Libertadores. Desempenho muito bom. Demos uma boa resposta — disse Luís Castro, após a classificação sobre o Mirassol.
Na comparação dos jogos deste ano contra o São Paulo, último adversário gremista, os números mostram a evolução. Após ter quatro chutes a gol, 34 passes no último terço do campo e ter a posse de bola em apenas cinco oportunidades na área dos paulistas no Morumbi, o rendimento na Arena foi bastante superior. O Tricolor finalizou 10 vezes, trocou 39 passes perto do gol paulista e teve a posse da bola 15 vezes próximo a área do adversário no último sábado (8).
Nas estatísticas analisadas pela comissão técnica, uma métrica em particular ainda preocupa. O time concede muitas oportunidades de gol ao adversário, mesmo quando é mandante. Contra o São Paulo, o número chegou a 17 finalizações ao gol de Weverton. Pela produção do adversário, a estatística de gols esperados chegou a 2,54. Algo que segue como prioridade a resolver para Castro e seus auxiliares.
— Nós estamos tentando consolidar um caminho que precisa de tempo. Esse caminho é feito com dinâmicas com dois médios nos corredores e mais um volante. Para termos esse equilíbrio, é natural que algum jogador perca espaço dentro do que são as dinâmicas das equipes — explicou o técnico, após a vitória do último final de semana.
O exemplo a tentar ser seguido se observou contra o Fluminense. Contra os cariocas, o Tricolor ganhou 53% dos duelos. Recuperou 27 vezes a bola no campo adversário. E conseguiu executar uma ação defensiva, em média, a cada 15 passes trocados pelo adversário. Um bom rendimento, pelas métricas avançadas de análise de rendimento.
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