«Parecia tudo um caos, não era um ambiente saudável e estável»


Pierre-Emerick Aubameyang abordou a saída do Marselha, descrevendo a temporada 2025/26 como «muito desgastante» devido à instabilidade interna do clube. O avançado gabonês, que se mudou para o Deportivo da Corunha, explicou que a sua partida foi uma decisão do clube para aliviar as finanças.

Apesar de ter sido uma figura de proa no balneário e de ter marcado 14 golos em 41 jogos na época passada, o avançado de 37 anos foi convidado a sair durante o mercado de verão. A direção do Marselha considerou o seu salário demasiado elevado para a situação financeira precária do clube.

«Tendo em conta a situação, o clube decidiu que eu tinha de sair. E eu não ia contrariar a vontade do clube», afirmou o jogador, em entrevista ao L’Équipe: «Não sou alguém que goste de perturbar ou de estar a mais. Penso que o clube já tem problemas suficientes.»

Aubameyang, que deixou o Marselha um ano antes do fim do contrato, lamentou o fracasso em qualificar a equipa para a Liga dos Campeões, considerando-a uma «missão» falhada. No entanto, atribuiu o desfecho a uma época «caótica» nos bastidores, marcada por vários incidentes, como a altercação entre Adrien Rabiot e Jonathan Rowe, a saída de Pablo Longoria, a demissão de Roberto De Zerbi e as incertezas sobre o futuro de Medhi Benatia.

«Parecia tudo um caos. Foi uma época muito desgastante. Não era um ambiente saudável e estável», confessou o jogador com passagens por clubes como Chelsea, Dortmund e Barcelona. «O contexto foi bastante particular com todas as mudanças que ocorreram no clube.»

Sem apontar culpados, o agora jogador do Deportivo da Corunha sublinhou que a responsabilidade pelo insucesso é partilhada por todos os elementos do clube.

«Penso que toda a gente tem uma quota-parte de responsabilidade nesta época que não foi bem-sucedida: nós, os jogadores, mas também as equipas técnicas e a direção», analisou, acrescentando que «a comunicação não funcionou necessariamente bem entre as duas partes». Para o avançado, o grande erro foi a incapacidade de se isolarem das pressões externas.

«Quando se está em Marselha, é preciso conseguir criar uma bolha e não nos deixarmos influenciar por tudo o que é exterior. Isso não foi feito na época passada e custou-nos caro», concluiu.



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