A bola vai rolar a partir deste sábado (15), pouco menos de um mês depois da final da Copa do Mundo de 2026, para temporada 2026/27 de LaLiga. O Campeonato Espanhol, inclusive, começa em um cenário incomum, já que vários jogadores ainda retomam o ritmo depois da competição internacional e os clubes continuam movimentando o mercado de transferências, que permanece aberto até 1º de setembro.
O Barcelona, atual campeão, novamente aparece entre os grandes favoritos. Hansi Flick mantém Lamine Yamal como principal referência ofensiva e ganhou opções importantes com Anthony Gordon e Karim Adeyemi. O Real Madrid, entretanto, será o principal concorrente. O clube iniciou uma nova era sob o comando de José Mourinho e contratou jogadores de peso, como Bernardo Silva, Ibrahima Konaté, Cucurella e Dumfries e Diomandé, contratado por R$ 828 milhões, a transferência mais cara da história do clube. A eles se somam Mbappé, Vini Jr e Jude Bellingham, que formam um dos ataques mais fortes da competição.
O Atlético de Madrid completa o grupo dos principais candidatos ao título. Diego Simeone continua no comando e terá Alejandro Grimaldo, Morten Hjulmand e Kang-in Lee como novidades importantes. Logo atrás dos três gigantes aparecem equipes capazes de brigar por Champions League e Europa League, como Villarreal, Betis, Athletic Bilbao e Real Sociedad. Ao mesmo tempo, os recém-promovidos Deportivo A Coruña, Racing Santander e Málaga terão como principal objetivo permanecer na elite. Já Elche, Levante e Alavés também começam a temporada com a permanência como prioridade.
Jogos da primeira rodada (horário de Brasília)
Sábado (15)
Alavés x Getafe – 14h30
Sevilla x Rayo Vallecano — 16h30
Domingo (16)
Racing Club x Villarreal — 12h
Espanyol x Levante — 14h
Segunda (17)
Deportivo A Coruña x Elche — às 16h
Quarta (19)
Atlético de Madrid x Málaga — 16h
Terça (25)
Valencia x Real Betis — 16h
Quarta (26)
Real Madrid x Real Sociedad — 16h
Quinta (27)
Barcelona x Athletic Club — 16h
Celta de Vigo x Osasuna — 16h30
Os 20 clubes da LaLiga 2026/27
Alavés
O Alavés inicia a temporada sob o comando de Quique Sánchez Flores, treinador experiente que terá a missão de manter o clube longe da zona de rebaixamento. A equipe aposta em jogadores como Lucas Boyé e Carlos Vicente e reforçou o elenco com nomes como Nico Valentini, Miguel Rodríguez e Moussa Diarra. O objetivo realista é garantir a permanência, embora uma campanha consistente possa colocar o time na metade superior da tabela.
Athletic Bilbao
O Athletic entra em uma nova era com Edin Terzic, que substitui Ernesto Valverde após uma passagem de grande sucesso. A equipe mantém nomes importantes como Nico e Iñaki Williams, Oihan Sancet e Dani Vivian. No gol, portanto, outro campeão do mundo pela Espanha, Unai Simón. Pelo elenco e pela estrutura, o Athletic pode disputar novamente uma vaga na Champions, mas o título aparece como uma possibilidade remota.
Atlético de Madrid
Diego Simeone continua sendo a grande referência do projeto. Mesmo após a saída de Griezmann, Molina e Almada, o Atlético se reforçou com Grimaldo, Moten Hjulmand e Kang-in Lee. Já o argentino Julián Álvarez segue em litígio com o clube, em tratativas com o Barcelona. O clube tem condições reais de disputar o título e, no mínimo, deve lutar novamente pelo G4.
Barcelona
Atual campeão, o Barcelona começa novamente como favorito. Hansi Flick mantém a espinha dorsal com Lamine Yamal, Raphinha, Pedri, Frenkie de Jong e Pau Cubarsí como pilares do time e acrescentou o inglês Anthony Gordon e o alemão Karim Adeyemi ao setor ofensivo. Isto sem falar na possibilidade de contratar Rodri, eleito o melhor da Copa, e que está no Manchester City. A saída de Robert Lewandowski e a perda de Ronald Araújo, para o Liverpool, diminuem a experiência do elenco, mas a equipe continua com qualidade suficiente para brigar pelo bicampeonato. O principal desafio será administrar a carga física dos jogadores que disputaram a Copa do Mundo.
Betis
Manuel Pellegrini continua à frente de um Betis que pretende voltar a disputar posições de Champions League. A equipe conta com Isco, Antony, Cucho Hernández e Giovani Lo Celso como nomes capazes de decidir partidas. Entre os reforços, Facundo Bernal, ex-Fluminense, e Fran García aparecem como peças importantes. O clube perdeu alguns jogadores, mas mantém qualidade suficiente para brigar pelo G6.
Celta de Vigo
Claudio Giráldez segue no comando de um Celta que ganhou força com jogadores como Borja Iglesias, Carles Pérez, Javi Galán e Aleix Febas. A equipe, entretanto, perdeu nomes importantes, como Óscar Mingueza e Fer López. O objetivo principal é repetir uma campanha segura e ficar longe do rebaixamento. Se encontrar regularidade, o Celta pode entrar na disputa por uma vaga na Conference League ou Europa League.
Deportivo A Coruña
O Deportivo A Coruña (sim, com nome remodelado) está de volta à elite depois de muitos anos longe da primeira divisão e terá Antonio Hidalgo como treinador. O clube reforçou o elenco com nomes como o veterano Pierre-Emerick Aubameyang (ex-Borussia Dortmund), Angeliño, Lorenzo Amatucci e Leo Román, além de incorporar jogadores que estavam emprestados. Ainda assim, pela diferença de orçamento e profundidade em relação aos concorrentes, a permanência será o principal objetivo.
Elche
O Elche retorna à primeira divisão com Martín Anselmi, ex-Botafogo, no comando. O técnico argentino terá nomes como Facundo Buonanotte, Gonzalo Villar, Buba Sangaré e Abiel Osorio para tentar construir uma equipe competitiva. O elenco ainda apresenta algumas lacunas, especialmente defensivas. Por isso, a realidade aponta para uma temporada de luta contra o rebaixamento, embora o time tenha condições de permanecer na elite se aproveitar bem os jogos em casa.
Espanyol
Manolo González continua no comando de um Espanyol que pretende consolidar sua posição na primeira divisão. Entre os reforços, Gabriel Moscardó, Unai Núñez e Quilindschy Hartman aumentam as alternativas do elenco. O time não tem força suficiente para entrar na briga pelo título, mas pode mirar uma campanha tranquila no meio da tabela. Mesmo assim, uma vaga europeia dependeria de uma evolução significativa durante a competição.
Getafe
José Bordalás segue como comandante de um Getafe conhecido pelo futebol competitivo e pela forte organização defensiva. O clube conseguiu trazer depois de dois anos e meio o turco Enes Ünal, ídolo da torcida, e que estava no Bournemouth. Porém, perdeu jogadores importantes, como Mauro Arambarri e Juan Iglesias, mas trouxe Mario Martín, Orel Mangala, Sebastián Boselli e Martín Satriano. A prioridade continua sendo a permanência. Entretanto, com Bordalás, o Getafe costuma dificultar a vida dos grandes e pode terminar novamente na primeira metade da classificação.
Levante
O Levante volta à elite com Luís Castro (homônimo e compatriota do técnico do Grêmio) e terá como principal desafio evitar uma queda imediata. A equipe perdeu José Luis Morales, mas trouxe jogadores como Aissa Mandi, Enzo Bardeli, Hugo Sotelo e Manu Sánchez. Iván Romero e Etta Eyong aparecem como nomes importantes no ataque. O cenário aponta para uma luta intensa contra o rebaixamento, embora a experiência de alguns reforços possa fazer diferença na reta final.
Málaga
O Málaga retorna à primeira divisão e terá Juanfran Funes como treinador. A equipe aposta em nomes como David Larrubia, Chupe, Joaquín Muñoz e Dani Lorenzo, enquanto Fernando Calero, Carlos Dotor e José Salinas chegaram para fortalecer o elenco. O problema está justamente na qualidade da defesa, que ainda necessita de reforços. Por isso, a luta pela permanência será o cenário mais provável para o clube andaluz.
Osasuna
Luis Miguel Ramis assume o Osasuna com a missão de manter o clube competitivo depois da mudança no comando. A equipe conserva jogadores importantes como Ante Budimir, Aimar Oroz e Jon Moncayola e contratou Jonathan Dubasin, Diego Rico e Rockson Yeboah. O elenco, porém, ainda apresenta carências, especialmente nas laterais. A tendência é de uma campanha de meio de tabela, com possibilidade de aproximação da zona europeia se o time repetir sua tradicional força em Pamplona.
Racing Santander
Um dos três promovidos, o Racing terá José Alberto López no comando e aposta na experiência de Sergio Canales, que retorna à Espanha depois de passagem pelo futebol mexicano. A chegada de Asier Villalibre, Facu González e Julen Agirrezabala também aumentam a qualidade do elenco. Mesmo assim, a equipe terá uma missão difícil diante da diferença financeira para os clubes mais estabelecidos. O objetivo é claro: permanecer na primeira divisão.
Rayo Vallecano
Vice-campeão da Conference League, o Rayo inicia uma nova etapa com Beñat San José, que substitui Iñigo Pérez. O time mantém jogadores importantes como Isi Palazón, Álvaro García, Jorge de Frutos e Pathé Ciss e trouxe Raúl de Tomás, Nobel Mendy e Marash Kumbulla. A equipe tem potencial para permanecer na metade superior da tabela e até disputar uma vaga europeia. O desafio será encontrar regularidade depois da mudança no comando. Além disso, o clube não poderá usar momentaneamente o Estádio de Vallecas, que foi interditado pela prefeitura de Madri por estar em obras e não oferecer segurança aos torcedores.
Real Madrid
O Real Madrid talvez seja o time que mais mudou de perfil para esta temporada. E para muito melhor. E para o azar dos adversários. O técnico José Mourinho voltou ao clube e recebeu reforços de peso, como Bernardo Silva, Ibrahima Konaté, Cucurella, Dumfries, além do jovem Yan Diomande. Mbappé, Vini Jr, Bellingham, Valverde e Courtois continuam formando a espinha dorsal. Endrick ainda é dúvida e deve ser emprestado. Com um elenco profundo e investimento elevado, o Real tem obrigação de lutar pelo título e chega como o principal desafiante do atual campeão Barcelona.
Real Sociedad
A Real Sociedad, atual campeã da Copa do Rei, terá Rino Matarazzo como treinador e tenta reconstruir a equipe depois da saída de nomes importantes, como Brais Méndez. Oyarzabal, campeão do mundo pela Espanha, continua sendo a principal referência, enquanto Takefusa Kubo e Martín Zubimendi permanecem fundamentais para o funcionamento do time. O clube reforçou a defesa com Jon Pacheco e Javi López. A Champions parece um objetivo ambicioso, mas uma vaga na Europa League é perfeitamente possível.
Sevilla
O Sevilla tenta iniciar uma reconstrução depois de temporadas turbulentas. Luis García Plaza permanece no comando e terá Rubén Vargas como principal referência técnica. O clube investiu em Juan Iglesias, Jon Guridi, Arouna Sangante, Adrià Pedrosa e Robbie Ure, enquanto se desfez de jogadores importantes e reduziu a folha salarial. O objetivo é recuperar estabilidade e escapar de uma nova luta contra o rebaixamento. Se a reconstrução funcionar, o Sevilla pode mirar a metade superior da tabela.
Valencia
Carlos Corberán continua no comando do Valencia, que busca finalmente voltar a competir na parte de cima da classificação. O clube contratou Guido Rodríguez, Alieou Dieng e Justin De Haas e aposta em jovens como Javi Guerra e Diego López. Hugo Duro segue como uma das principais armas ofensivas. A realidade financeira ainda limita o elenco, mas o Valencia pode brigar por uma vaga europeia se conseguir transformar Mestalla novamente em uma fortaleza.
Villarreal
O Villarreal aparece novamente como um dos candidatos a terminar no G6. Iñigo Pérez assumiu o comando e terá nomes como Gerard Moreno, Álex Baena, Nicolas Pépé e Ayoze Pérez como referências. O clube trouxe Péter Gulácsi e recuperou Ilias Akhomach e Carlos Romero. A perda de Dani Parejo e Alfonso Pedraza reduz a experiência, mas o elenco continua competitivo. O objetivo mais realista é voltar à Champions League e dar trabalho aos favoritos.
Favoritos ao título: Barcelona, Real Madrid e Atlético de Madrid.
Candidatos à Champions: Villarreal, Athletic Bilbao e Betis, além dos três favoritos.
Candidatos à Europa League/Conference: Real Sociedad, Valencia, Rayo Vallecano, Celta e Sevilla.
Principais candidatos ao rebaixamento: Málaga, Racing de Santander, Deportivo, Elche e Levante.
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