Ex-Benfica salva César Peixoto na estreia dos Wolves no Championship


Depois da estreia a vencer em jogos oficiais ao serviço do Wolverhampton, na Taça da Liga inglesa, César Peixoto arrancou o Championship, segundo escalão do futebol inglês, com um empate caseiro diante do Blackburn Rovers (2-2), resgatado já em período de descontos, na noite de sexta-feira. 

Os lobos, que foram despromovidos da Premier League na temporada passada, até entraram melhor na partida, colocando-se em vantagem aos 18 minutos, graças a um golo de Marshall Munetsi. 

Os visitantes conseguiram chegar ao empate menos de 10 minutos depois, com o central Sean McLoughlin (27′) a igualar o marcador, selando a reviravolta no arranque da segunda parte, com um golo do islandês Andri Gudjohnsen (48′) – filho de Eidur Gudjohnsen, goleador que vestiu a camisola de Chelsea e Barcelona. 

A equipa de César Peixoto teve, assim, de correr atrás do prejuízo, mas só conseguiu resgatar o empate já depois dos 90 minutos. O ex-benfiquista Raúl Jiménez, avançado mexicano que regressou aos Wolves neste verão, entrou aos 60 minutos e ao terceiro minuto de descontos não desperdiçou uma grande penalidade, fixando o resultado final no Molineux. 

A reação de César Peixoto

No rescaldo da partida, o treinador português, que na época passada assinou uma boa campanha ao serviço do Gil Vicente, destacou a boa primeira parte do Wolverhampton, mas admitiu que a equipa perdeu rendimento no segundo tempo. 

“Penso que, na primeira parte, fomos a melhor equipa, criámos as melhores oportunidades, tivemos mais bola e atacámos mais. Na segunda parte, quando sofremos o golo, penso que começámos a jogar mais com o coração do que com a cabeça. Perdemos alguma organização e isso tornou tudo mais difícil para nós. Depois tivemos lesões e aconteceram muitas coisas durante o jogo. É um ponto, mas estivemos sempre a lutar pelos três pontos”, começou por dizer César Peixoto aos jornalistas.

“Não esperámos pelos momentos certos para pressionar, recuperar a bola o mais rapidamente possível e depois jogar à nossa maneira. O Blackburn também baixou as linhas, pelo que havia menos espaço entre linhas e menos espaço nas costas da defesa. Tentámos variar o centro de jogo de um lado para o outro e colocar cruzamentos na área, mas não ganhámos primeiras nem segundas bolas suficientes. Perdemos muitas segundas bolas. Penso também que precisávamos de fazer mais faltas e de ser mais agressivos nos duelos”, analisou o treinador de 46 anos. 

“Como perdemos alguma organização, não criámos tantas oportunidades como na primeira parte. Mas é normal nesta fase. É o primeiro jogo e nem tudo vai estar a 100%. Temos de analisar o jogo, voltar a vê-lo, falar com os jogadores e trabalhar arduamente para melhorar”, garantiu. 

Peixoto também não deixou de destacar o ambiente vivido no Molineux, apontando para a necessidade de os adeptos apoiarem a equipa ao longo de toda esta nova época. 

“Para mim, os adeptos foram incríveis. Adorei o ambiente. Precisamos de apoiar estes jogadores, porque trabalham muito. Na segunda parte, não perdemos a nossa organização porque os jogadores não quisessem correr ou não se importassem, foi precisamente o contrário. Queriam tanto ganhar que começaram a jogar mais com o coração do que com a cabeça. Nunca desistiram”, rematou. 

O Wolverhampton soma, assim, o primeiro ponto no Championship, voltando a competir já no próximo sábado, com uma deslocação ao reduto do Preston North End. Três dias depois, 25 de agosto, há mais uma ronda da Taça da Liga inglesa, desta vez na casa do Sheffield Wednesday. 

Peixoto com estreia de sonho. Wolves apuram-se na Taça da Liga inglesa

Wolverhampton venceu de forma categórica no primeiro jogo oficial na temporada 2026/27. Conjunto orientado pelo treinador português eliminou o Port Vale da Taça da Liga inglesa e seguiu para a segunda ronda.

 Rodrigo Querido | 21:36 – 07/08/2026  



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