O que fica da maior Copa do Mundo da história?


Muitas organizações de defesa dos direitos humanos fizeram uma avaliação extremamente negativa da Fifa. “Esta Copa do Mundo ocorreu tendo como pano de fundo a política repressiva do governo dos Estados Unidos contra os imigrantes”, afirmou, por exemplo, Minky Worden, da Human Rights Watch. Segundo ela, a Fifa falhou em exigir que o governo norte-americano respeitasse os próprios padrões de direitos humanos da entidade.

Por isso, não se poderia falar da suposta “Copa mais inclusiva da história”. “A Fifa prometeu que todos poderiam se sentir seguros. A realidade é outra. O ICE, por exemplo, dobrou o número de prisões”, declarou Daniel Noroña, da seção norte-americana da Anistia Internacional.

Ronan Evain, da associação de torcedores Football Supporters Europe, também criticou a falta de transparência na concessão de vistos para torcedores, especialmente os vindos de países fora da Europa. “Nossas observações revelaram pouca ou nenhuma evidência de que portadores de ingressos da África e da Ásia tenham efetivamente obtido vistos para entrar nos Estados Unidos”, afirmou Evain.

E agora?

Para o presidente da Fifa, Gianni Infantino, uma nova ampliação da Copa do Mundo, de 48 para 64 seleções, é concebível. Nesse caso, o número de partidas passaria das atuais 104 para 128. “Esse é, sem dúvida, um tema que será analisado após esta Copa do Mundo e discutido nos órgãos competentes”, disse o suíço à emissora Blue Sport.

Apesar das fortes críticas dirigidas a Infantino, sua posição à frente da Fifa não parece ameaçada. Pelo contrário: mais jogos significam mais receitas, que podem ser distribuídas às federações nacionais filiadas. No próximo ano, a expectativa é que Infantino seja reconduzido ao cargo pela terceira vez.





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