Geny Catamo é um dos nomes mais quentes na mesa da administração da Sporting SAD. Embora os leões não tenham qualquer intenção de libertar o extremo moçambicano — atual detentor da mítica camisola 10 —, o Sunderland recusa desligar a ficha. Em contactos informais mantidos com a estrutura leonina, os ingleses já se mostraram recetivos a colocar 40 milhões de euros nos cofres dos verdes e brancos pelo passe do atleta de 25 anos, descoberto no Amora.
Até ao momento, todas as investidas dos black cats foram prontamente recusadas. Contudo, existe em Alvalade o receio de que o clube inglês suba a parada para valores próximos da cláusula de rescisão (60 milhões de euros). Uma ofensiva deste género, em plena reta final de mercado, tornaria difícil resistir ao assédio e deixaria uma margem de manobra curtíssima para encontrar um substituto à altura.
Caso o esquerdino saia, Luís Guilherme passaria a ser a única opção de raiz para o lado direito do ataque, o que seria manifestamente pouco para uma temporada tão exigente, na qual os leões estarão envolvidos em muitas competições — o jovem Salvador Blopa seria alternativa, mas a ideia será treinar-se quando durante a semana com os principais e jogar ao fim de semana pelos bês, isto quando recuperar da lesão muscular que o apoquenta desde o final da época passada.
A direção desportiva, liderada por Bernardo Morais Palmeiro e Flávio Costa, tem alvos referenciados, mas o tempo joga contra: seria necessário negociar, fechar o acordo com o clube vendedor e integrar o reforço nas dinâmicas da equipa em tempo recorde.
Geny vê com bons olhos a perspetiva de rumar à Premier League, mas não forçará a saída.
O atleta sente uma profunda gratidão pelo clube que o projetou no topo do futebol europeu — estatuto cimentado na caminhada até aos quartos de final da Champions de 2025/26, onde o Sporting apenas tombou perante o finalista Arsenal. Vinculado até 2029, após ter renovado em fevereiro, o moçambicano viu o salário subir significativamente, ainda que para patamares distantes do orçamento do endinheirado Sunderland, cujo acionista maioritário é o empresário franco-sírio Kyril Louis-Dreyfus, filho de um antigo presidente do Marselha.
A SAD leonina está perfeitamente a par do assédio promovido pela equipa do técnico Régis Le Bris. Do lado britânico, há a convicção de que a figura principal da seleção moçambicana de Chiquinho Conde é a peça ideal para injetar maturidade na equipa, além de oferecer uma versatilidade preciosa — podendo atuar como extremo, lateral-direito ou médio, o que pouparia investimento em múltiplos reforços. E isto tanto em diversos sistemas, desde o 3x4x3 até ao 4x2x3x1.
O dossiê promete desenvolvimentos até ao fecho do mercado, a 4 de setembro.
A vontade de vender por parte do Sporting é quase nula, mas a pressão financeira do mercado inglês pode mudar o cenário. E, Geny apresentaria uma valorização exponencial, pois custou menos de 4 milhões de euros, pagos ao Amora e à Associação Black Bulls.










Leave a Reply