Guardiola e uma palestra marcante: «Pessoal, quero confessar uma coisa. Estou divorciado da mulher mais bonita…» – Internacional



Depois de anos gloriosos e de ter marcado uma era no futebol, Pep Guardiola decidiu terminar a longa ligação de 10 temporadas ao Manchester City e afastar-se do desporto-rei. Numa primeira fase pairou no ar que esta opção seria por tempo indeterminado, sendo que o catalão até foi colocado insistentemente na rota da seleção italiana, mas a verdade é que esta possibilidade, como o próprio confessa, pode mesmo ser definitiva. No documentário ‘A Beautiful Obsession’ (Uma Bela Obsessão), no qual são revelados alguns episódios de Guardiola nos últimos dois anos nos citizens, o técnico de 55 anos confessa que o futuro pode não passar pelos relvados e é também dado a conhecer um lado mais pessoal, concretamente a fase em que se divorciou de Cristina Serra e como isso acabou por afetar o relacionamento com a equipa.


“Eu não sei o que vou fazer. Será difícil voltar. Esse é o meu sentimento hoje. Preciso de renovar muitas que aconteceram na minha vida. Preciso de me encontrar um pouco com coisas diferentes. Esse é um dos principais objetivos”, começa por dizer Guardiola, na produção da Amazon.


Guardiola conduziu o emblema inglês à conquista de 20 troféus, entre os quais a tão desejada Liga dos Campeões (2022/23), mas nem tudo foi um mar de rosas. A certa altura, o técnico passou por alguns problemas pessoais e , principalmente depois de aparecer comapós um empate caseiro frente ao Feyenoord, para a Liga dos Campeões. Manel Estiarte, adjunto de Guardiola há muitos anos, conta a conversa que foi obrigado a ter com a equipa.




“Eles estavam preocupados porque o Pep estava ansioso. Estava triste. Estava diferente. E só eu sabia o motivo. E eu disse à equipa: ‘por favor, têm de compreender, não estão a jogar com um treinador que pode ser um pouco impulsivo, que pode ser um pouco intenso, que às vezes tem altos e baixos. Estão a ver um ser humano. Ele está a divorciar-se'”, revela.


O próprio Guardiola também tocou neste assunto durante uma palestra, após uma derrota frente à Juventus, em dezembro de 2024. “Pessoal, quero confessar uma coisa. Estou divorciado da mulher mais bonita do planeta, a minha mulher, a minha ex-mulher. Amo-a incrivelmente, mas perdemos a paixão. Por muitas razões, perdemos a paixão. Amo-a? Sim, absolutamente. Ela ama-me? Sim. Mas perdemos a paixão. Como é que se joga futebol? Porque se joga por algo que está lá dentro. Onde está a paixão? Na vossa vida, façam o que fizerem, façam-no com paixão. Não quero um bom jogador, quero jogadores com paixão”, disse o catalão ao grupo.


Este lado íntimo e emocional voltou a marcar o discurso depois de outra derrota, desta feita frente ao Bayer Leverkusen. “Eu trabalho para vós e deixo a minha vida, o meu divórcio, a minha família está longe e tudo por todos vós. E o que é que me dão em troca? A exibição que fizeram, todos vocês. É uma vergonha. Quando vejo isso… estou esgotado, quero desistir. Quando jogam assim, sinto-me sozinho.”

Por Daniel Lopes Monteiro


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