O Sporting CP garantiu o seu terceiro título da UEFA Futsal Champions League em 2025/26, colocando um ponto final no reinado de três anos do llles Balears Palma, em Pesaro.
A 25.ª edição da competição de futsal de clubes da UEFA apresentou um novo formato, com novas fases a eliminar de oitavos-de-final e quartos-de-final disputadas a duas mãos, substituindo os antigos minitorneios da ronda de elite. Ainda antes disso, foi estabelecido um novo recorde na fase principal, com 10,357 adeptos a assistirem ao confronto entre o Sporting Anderlecht Futsal e o Piast Gliwice na PreZero Arena Gliwice, na Polónia, um recorde de assistência numa competição de futsal de clubes da UEFA para um jogo que não a final.
Os favoritos passaram aos oitavos-de-final, embora o Palma tenha precisado de um golo tardio para empatar a primeira mão 2-2 contra o FC Hit, tendo a segunda mão em casa terminado com um tenso triunfo por 4-2. Nos quartos-de-final, os baleares venceram por 7-4 em casa frente ao Riga FC, o que significou que o Palma pôde dar-se ao luxo de perder por 1-0 na segunda mão – a sua primeira derrota em 31 jogos da Futsal Champions League (30 dos quais constituíram uma série invicta recorde na competição).
O Cartagena Costa Cálida vingou a derrota sofrida nas meias-finais de 2024/25 frente ao Kairat Almaty com uma vitória por 9-5 no total das duas mãos contra o duas vezes campeão, ao passo que o outro representante do Cazaquistão, o Semey, perdeu uma emocionante eliminatória contra o Étoile Lavalloise, que venceu por 5-4 em casa e por 3-2 fora. A outra partida dos quartos-de-final foi um clássico de Lisboa tipicamente emocionante, com o Benfica a vencer a primeira mão por 4-3 com um golo a um segundo do fim, antes de o Sporting seguir em frente com uma vitória por 7-4 na segunda mão.
Na primeira fase final de sempre disputada em Itália, o Sporting defrontou a equipa que o tinha derrotado na disputa pelo bronze na época anterior, o Cartagena, e recuperou de uma desvantagem de 2-0 para empatar 3-3 após prolongamento, acabando por vencer por 6-5 nos penáltis. A outra meia-final foi ainda mais dramática: o Étoile Lavalloise chegou a estar a ganhar por 6-1 contra o Palma com um hat-trick de Ouassini Guirio, mas Fabinho imitou esse feito e anulou a desvantagem do detentor do título, que acabou por prevalecer por 5-4 nos penáltis.
O Étoile viu depois frustradas as suas esperanças de se tornar a primeira equipa francesa a conquistar uma medalha, pois, apesar de ter recuperado de uma desvantagem de dois golos para empatar 3-3 contra Cartagena, a equipa espanhola conquistou a segunda medalha de bronze consecutiva nos penáltis. Será que a final iria significar quatro desempates por penáltis em quatro jogos?
O Sporting, na sua oitava final (um recorde partilhado), mostrou-se forte desde o início e adiantou-se aos quatro minutos por intermédio de Diogo Santos, que acabou por ser expulso no final da primeira parte. Mas o Palma, na sua quarta final consecutiva (algo sem precedentes, tendo vencido as três anteriores), não conseguiu tirar partido da situação e, a quatro minutos do fim, o Sporting selou a vitória por 2-0 e tornou-se a primeira equipa não espanhola a conquistar três títulos.
João Matos ergueu então o troféu, tendo participado em todas as oito finais do Sporting desde 2011. O pivot Zicky, em grande forma após uma época marcada por lesões, foi eleito o Jogador do Torneio, enquanto o treinador Nuno Dias igualou o recorde de três vitórias detido por Antonio Vadillo (Palma) e por Jesús Velasco (Inter FS e Barça).









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