Vídeo chocante: torcedor argelino é espancado violentamente por causa de partida contra o Marrocos… e autoridades tomam medidas oficiais para processar os envolvidos


A comunidade argelina está em estado de choque após o jovem Wassim (14 anos) ter sido vítima de uma agressão violenta em uma das áreas reservadas aos torcedores na cidade de Boston, nos Estados Unidos, durante a partida entre Marrocos e Holanda pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 — um incidente que provocou uma onda generalizada de indignação nas redes sociais.

De acordo com relatos coincidentes da mídia, entre eles o jornal argelino “Al-Shorouk”, o jovem americano de origem argelina estava na área dos torcedores vestindo a camisa da seleção da Argélia, mas estava torcendo pela seleção marroquina durante a partida, que terminou com a classificação dos “Leões do Atlas” nos pênaltis, após um empate em 1 a 1.

Os relatos indicam que os eventos se desenrolaram após a Holanda ter aberto o placar; um vídeo amplamente divulgado mostra o jovem sendo vítima de uma agressão coletiva por parte de cerca de 35 torcedores que estavam presentes para assistir à partida, antes de perder a consciência e cair no chão, sendo posteriormente levado ao hospital para receber atendimento médico.

Indignação generalizada e investigação nos EUA

O incidente provocou grande indignação nos círculos argelinos, tanto nas redes sociais quanto entre membros da diáspora argelina nos Estados Unidos e no Canadá, coincidindo com os preparativos da seleção da Argélia para enfrentar a Suíça em Vancouver, no âmbito da Copa do Mundo.

Por outro lado, um grande número de torcedores argelinos e marroquinos condenou, nas redes sociais, o que aconteceu com a criança, enquanto a torcida argelina demonstrou grande solidariedade com “Wassim”.

De acordo com o que publicou o jornal “La Gazette du Vénice”, as autoridades americanas iniciaram procedimentos legais contra os suspeitos de envolvimento na agressão, e o cônsul argelino em Nova York apresentou uma queixa oficial para acompanhar o caso.

O presidente argelino se pronuncia

Por sua vez, o presidente argelino, Abdelmadjid Tebboune, confirmou que a embaixada argelina está acompanhando o caso junto às autoridades americanas para garantir que todas as medidas legais necessárias sejam tomadas, e afirmou: “Nossa embaixada está fazendo tudo o que for necessário e acompanhando todos os procedimentos judiciais junto à justiça e às autoridades americanas.”

Penas severas aguardam os envolvidos

Relatos indicam que câmeras de vigilância ajudaram os investigadores a identificar 35 suspeitos, enquanto foi aberta uma investigação oficial sobre o caso. Espera-se que os acusados sejam encaminhados à Justiça nos próximos dias, podendo enfrentar penas de até 25 anos de prisão caso sejam condenados.

Ao mesmo tempo, autoridades diplomáticas argelinas visitaram o menino Wassim para verificar seu estado de saúde, enquanto o presidente argelino revelou que ele recebeu alta do hospital, acrescentando que o ministro do Esporte, Walid Sadi, acompanha de perto sua condição e o convidou para assistir à partida entre a Argélia e a Suíça na Copa do Mundo, em sinal de apoio após o incidente.

O tio do torcedor responde aos boatos

O tio do torcedor Wassim tranquilizou a opinião pública quanto ao estado de saúde de seu sobrinho, após ele ter sido agredido, e revelou ao jornal argelino “Al-Shorouk” que Wassim já superou a fase de risco médico, mas ainda se encontra sob observação médica contínua.

Ele explicou que a Embaixada da Argélia em Washington entrou em contato diretamente com a família da criança para acompanhar o caso e oferecer o apoio necessário, enquanto seu pai iniciou todas as medidas legais necessárias e entrou com uma ação judicial, uma vez que Wassim é menor de idade e possui cidadania americana e argelina, ressaltando que as autoridades de segurança americanas abriram uma investigação judicial sobre o incidente.

Ao mesmo tempo, o tio da criança negou as informações divulgadas por algumas páginas na internet sobre a prisão dos suspeitos, afirmando que, até o momento, os autores do crime — cujo número pode ultrapassar 35 pessoas — não foram detidos, e as investigações continuam para identificar suas identidades.

Além disso, ele refutou todos os boatos que tentavam pôr em dúvida o ocorrido, negando categoricamente as alegações de que o vídeo seria antigo ou de que o incidente teria ocorrido fora do território dos Estados Unidos da América, e confirmando que o caso é real e está recebendo acompanhamento oficial e diplomático intenso.



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