A seleção portuguesa conseguiu se classificar para as oitavas de final da Copa do Mundo após uma emocionante vitória sobre a Croácia por 2 a 1, em uma partida marcada por um forte desempenho ofensivo e reviravoltas emocionantes nas oitavas de final.
Com essa vitória, os portugueses confirmaram sua superioridade e sua preparação para as fases eliminatórias, apesar das dificuldades enfrentadas diante da tradicional solidez croata.
Cristiano Ronaldo e Gonçalo Ramos marcaram os gols da vitória para a Portugal, enquanto Ivan Perišić marcou o único gol da Croácia, levando a Portugal a um confronto acirrado na segunda fase (oitavas de final) contra a seleção espanhola, em um confronto muito aguardado que reúne duas grandes ambições.
Primeiro tempo: domínio português não conseguiu quebrar a resistência croata
A seleção portuguesa impôs seu domínio ao longo do primeiro tempo, com uma posse de bola confortável e várias chances promissoras, mas esbarrou na solidez defensiva croata, bem organizada e com alto nível de disciplina tática, fazendo com que o primeiro tempo terminasse sem gols.
A partida começou em ritmo acelerado, com os portugueses partindo para o ataque, aproveitando a velocidade e os movimentos pelas laterais de Rafael Leão, Pedro Neto e Nuno Mendes, enquanto Bruno Fernandes e João Neves formaram uma dupla eficaz no meio-campo, mas faltou o toque final diante do gol de Dominik Livaković.
As oportunidades portuguesas se repetiram por meio de cruzamentos e escanteios, com Cristiano Ronaldo, João Cancelo e Renato Vieira ameaçando com cabeçadas, mas faltou precisão na maioria das tentativas.
A jogada mais perigosa foi de Bruno Fernandes, que chutou com força de dentro da área em um contra-ataque rápido, mas o goleiro croata defendeu com maestria.
Por outro lado, a seleção croata apostou na defesa organizada e nos contra-ataques rápidos, aproveitando os movimentos de Ante Budimir e Nikola Vlašić. Budimir criou perigo logo no início com um chute de dentro da área, mas não acertou o alvo.
Apesar da intensa pressão portuguesa, os croatas mantiveram a coesão defensiva e conseguiram fechar as principais linhas de ataque em direção ao gol.
Nesta etapa, Robin Dias recebeu um cartão amarelo por uma falta violenta, o que prenuncia uma possível tensão defensiva no segundo tempo.
A Portugal demonstrou clara superioridade na posse de bola e na variedade ofensiva, mas careceu de eficácia diante do gol, o que levanta dúvidas sobre a utilidade da pressão alta se ela não se traduzir em gols.
Já a Croácia teve sucesso com a estratégia de “resistência e contra-ataque”, aproveitando a experiência de seus jogadores na gestão de grandes partidas, e aguarda a oportunidade de aproveitar qualquer falha portuguesa no segundo tempo.
Segundo tempo: um golpe croata, seguido de uma reação portuguesa
A Croácia voltou com uma postura diferente e com pressão mais intensa no segundo tempo, conseguindo aproveitar uma jogada ensaiada para abrir o placar com Ivan Perišić aos 53 minutos.
A resposta de Portugal não se fez esperar, mas o gol de Ronaldo foi anulado por impedimento; em seguida, um chute forte de Liao acertou a trave.
Portugal continuou pressionando sem parar e conseguiu um pênalti após revisão do VAR, que Cristiano Ronaldo converteu com sucesso, marcando o gol de empate aos 68 minutos.
Os portugueses dominaram os minutos seguintes e buscaram o gol da vitória, especialmente após a saída de Ronaldo e a entrada de Rúben Neves, mas se depararam mais uma vez com a solidez defensiva croata, com alguns contra-ataques rápidos que quase devolveram a vantagem à Croácia.
A Portugal demonstrou superioridade técnica e física, além de uma posse de bola confortável, mas sofreu com um problema evidente de eficácia na finalização, o que é motivo de preocupação diante das próximas fases eliminatórias.
Já a Croácia provou mais uma vez ser o “monstro que não morre” nos grandes torneios; apesar do domínio adversário, aproveitou os espaços com inteligência, marcou em uma única oportunidade e se defendeu com bravura até o último suspiro.
E, no momento em que todos pensavam que a partida iria para a prorrogação, surgiu Gonçalo Ramos para escrever o capítulo final da epopeia entre Portugal e a Croácia nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026.
Aos 90+4 minutos, Ramos subiu no meio da grande área para converter um cruzamento preciso do companheiro Rafael Leão com uma cabeçada imparável, que se alojou no canto inferior direito da baliza da Croácia.
No momento em que as arquibancadas da Croácia explodiram em comemoração ao gol de empate decisivo, veio a decisão do VAR para silenciar a alegria e selar o destino do confronto… Aos 90+13 minutos, Josko Gvardiol conseguiu balançar a rede da Portugal com uma cabeçada que todos pensaram ser o gol da virada, levando a partida para a prorrogação.
No entanto, a alegria dos croatas não durou mais do que alguns segundos, antes que o árbitro assistente de vídeo interviesse e chamasse o árbitro de campo para revisar a jogada. Após minutos de expectativa e tensão, saiu a decisão chocante: o gol foi anulado devido a uma falta cometida antes da finalização.
O apito final soou logo após a decisão, transformando o gol que teria dado nova vida à Croácia em apenas uma lembrança dolorosa e anunciando oficialmente o fim do sonho croata na Copa do Mundo de 2026, enquanto a Portugal avançava para as oitavas de final em meio a sentimentos contraditórios entre a alegria da classificação e o susto dos últimos minutos.











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