A União Europeia de Futebol (UEFA) recusou-se a adotar as novas regras de arbitragem aprovadas pela Federação Internacional de Futebol (FIFA) e que passarão a ser aplicadas na Copa do Mundo de 2026, com destaque para a regra que prevê a expulsão de jogadores por cobrirem a boca ao falar dentro do campo.
A UEFA confirmou, em comunicado oficial, que continuará a utilizar seu próprio mecanismo para avaliar as situações de arbitragem e não imporá a punição de expulsão automática aos jogadores apenas por cobrirem a boca, embora a nova regra já tenha sido aplicada na Copa do Mundo e tenha levado à expulsão de Miguel Almirón e Piero Hinkapi após a intervenção do VAR.
A nova regra surgiu após o incidente envolvendo Gianluca Prestani e Vinícius Júnior na Liga dos Campeões, o que levou o presidente da FIFA, Gianni Infantino, a propor a alteração ao Conselho da Federação Internacional de Futebol (IFAB), para que fosse aprovada oficialmente.
A federação continental esclareceu que seus árbitros tratarão cada caso individualmente, ressaltando que “qualquer tentativa de ocultar a comunicação, caso constitua conduta antidesportiva”, poderá resultar em cartão amarelo ou vermelho, a critério do árbitro, sem que isso implique em expulsão imediata obrigatória. Acrescentou ainda que isso não impede a abertura de investigações ou a adoção de medidas disciplinares posteriormente, se necessário.
A “UEFA” considera que o gesto de cobrir a boca se tornou comum entre os jogadores e não justifica uma punição severa imediata, citando o caso de Jude Bellingham, que fez o mesmo gesto na partida entre Inglaterra e Gana sem ser expulso.
Além disso, a federação ressaltou que, apesar de ter adotado algumas outras alterações emitidas pelo “IFAB”, não aplicará a expulsão automática de jogadores por deixarem o campo em protesto, mantendo a posição de conceder aos árbitros uma margem maior para avaliar a situação, longe das punições automáticas que a “FIFA” começou a aplicar na Copa do Mundo de 2026.











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