Brasil perde para a Noruega e dá adeus à Copa do Mundo


Com derrota por 2 a 1, Seleção amarga sexta eliminação consecutiva em Copas e conclui pior campanha no torneio desde 1990

Gabriel Fontana
Da Redação

Brasil perdeu para a Noruega com dois gols de Haaland / Foto: Rafael Ribeiro/CBF

O sonho do hexa chegou ao fim. Com dois gols de Erling Haaland, a Noruega venceu o Brasil por 2 a 1, eliminando a Seleção Brasileira da Copa do Mundo de 2026 ainda nas oitavas de final.

Com a derrota neste domingo, 5, o Brasil fez sua pior campanha no torneio desde 1990, quando também foi eliminado nas oitavas pela Argentina. Além disso, essa foi a sexta Copa do Mundo consecutiva que a Seleção não se sagra campeã — algo inédito na história, pois o período máximo sem títulos foi justamente de cinco Mundiais.

Chances desperdiçadas

O Brasil iniciou o jogo contra a Noruega com uma única mudança na escalação: Gabriel Martinelli entrou no lugar de Lucas Paquetá, que sofreu lesão na partida contra o Japão. Dessa forma, a Seleção Brasileira foi a campo com Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães, Douglas Santos; Casemiro e Bruno Guimarães; Rayan, Matheus Cunha, Vinicius Junior e Gabriel Martinelli.

Logo no início do jogo, Sørloth foi lançado pela esquerda e encontrou Berg na área, que mandou a bola para a rede. O lance, porém, foi anulado por impedimento na origem da jogada.

Pouco tempo depois, foi a vez do Brasil. Após boa jogada de Martinelli, Cunha foi derrubado na área por Ajer. Na cobrança do pênalti, Bruno Guimarães parou no goleiro Nyland, que defendeu outras boas investidas brasileiras e se tornou um dos principais nomes do jogo. O Brasil se defendia bem, dando poucas chances para a Noruega.

Bruno Guimarães perdeu pênalti ainda no primeiro tempo / Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Quem não faz, toma

No segundo tempo, Endrick entrou no lugar de Matheus Cunha aos 13 minutos. Logo após a substituição, Vinicius Junior lançou o jovem atacante, que perdeu oportunidade cara a cara com Nyland.

Rayan e Gabriel Martinelli deram lugar a Neymar e Danilo Santos aos 22 minutos, mas a Seleção seguiu pouco inspirada. O Brasil se postou na defesa, dando a posse de bola para a Noruega, que chegava cada vez mais perto do seu gol, parando em Alisson.

Aos 34 minutos da etapa final, Haaland apareceu. Logo após a entrada de Ederson, a marcação ainda desajustada do Brasil pelo lado direito falhou e Schjelderup cruzou para o artilheiro noruguês cabecear para o fundo do gol e enfim abrir o placar.

Tentando reagir, o Brasil quase chegou ao empate em um corte errado de Ajer, que quase fez gol contra. Depois, Casemiro recebeu livre dentro da área, mas errou o cruzamento que se perdeu pela linha lateral.

Neymar iguala marca de Pelé, mas Brasil é eliminado

Com o Brasil já desanimado, o último golpe veio aos 44 minutos. Em nova escapada pela esquerda, Schjelderup rolou para Haaland, que teve tempo para dominar, olhar para o gol, ajeitar o corpo e chutar no canto esquerdo de Alisson. Nenhum defensor brasileiro sequer pressionou o atacante, que marcou o segundo gol da Noruega na partida.

O Brasil seguiu se lançando para o ataque e, após cruzamento, Casemiro sofreu cotovelada de Østigård dentro da área. O pênalti dessa vez foi cobrado por Neymar, que converteu e diminuiu a vantagem norueguesa aos 54 minutos. De quebra, o atacante se igualou a Pelé, que até então era o único brasileiro a marcar gols em quatro edições de Copa do Mundo.

Neymar marcou, de pênalti, no final da partida / Foto: Rafael Ribeiro/CBF

A Seleção Brasileira ainda teve uma última escapada com Casemiro, que lançou a bola nas mãos de Nyland. O juiz apitou o fim da partida, que terminou com a vitória da Noruega por 2 a 1 e a eliminação do Brasil.

A derrota decretou a manutenção do maior jejum de títulos mundiais do Brasil, que chegará a 28 anos na próxima edição da Copa do Mundo. É o mesmo período que a Seleção levou para conquistar seu primeiro título mundial, em 1958, e ainda maior que a sequência de fracassos entre o tricampeonato em 1970, no México, e o tetra, em 1994, nos Estados Unidos.





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