Johan Derksen e René van der Gijp estão insatisfeitos com a decisão da FIFA de converter o cartão vermelho e a suspensão de uma partida do atacante americano Florin Balogun em uma suspensão condicional. A dupla esperava mais solidariedade em relação à Bélgica, adversária dos Estados Unidos nas oitavas de final da Copa do Mundo.
Balogun recebeu um cartão vermelho direto por uma entrada violenta contra a Bósnia e Herzegovina (2 a 0) e estaria suspenso para a partida contra a Bélgica. Após um telefonema de Donald Trump ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, o atacante acabou sendo autorizado a jogar, para grande surpresa de muitos no mundo do futebol.
“Todos os países afiliados à UEFA deveriam ter demonstrado solidariedade com a Bélgica. Mas agora o resto do mundo age como se isso fosse normal e, principalmente, dizem que Trump é louco. Isso é fácil demais”, opina Derksen no programa Vandaag Inside.
“Eles deveriam simplesmente ter dito: se tem que ser assim, então não vamos mais participar”, acrescenta Van der Gijp. “É só entrar no avião e ir embora. Mesmo que apenas a Alemanha e a Inglaterra tivessem se manifestado, isso já teria sido suficiente. Não dá para justificar isso, dá? O que estamos fazendo, afinal?”
Derksen considera absolutamente necessário que se envie um sinal firme à FIFA. “Isso custa dinheiro, eu sei disso. Mas os países europeus deveriam, pelo menos, se manifestar.”
“Se você aceitar isso, logo terá que aceitar tudo o que esse Trump faz. Não há nenhum chefe de Estado que deva se intrometer em uma competição esportiva”, suspira Derksen, que entende que a seleção belga não pode simplesmente desistir.
“Não se pode pedir a um país que se retire de um torneio, mas, pelo menos, é preciso se manifestar”, conclui Derksen seu argumento.










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