Mau desempenho de titulares em amistosos gera preocupação no Grêmio


Lucas Uebel / Grêmio,Divulgação
Autor do gol na derrota em Sinop, Pavon foi uma das poucas boas notícias da partida.

O Grêmio voltou a Porto Alegre na madrugada de domingo (5) com mais dúvidas do que quando embarcou para Sinop-MT. Mais do que a derrota no amistoso contra a Chapecoense por 2 a 1, a atuação do time considerado titular fez todos os alarmes possíveis dispararem

A equipe que deveria estar pronta, preparada para decidir classificação nos playoffs da Copa Sul-Americana, na Copa do Brasil e para enfrentar o Brasileirão, não deu as caras ainda.

Longe dos microfones, na véspera do amistoso em Mato Grosso, o discurso na concentração gremista era de que o resultado não importava. O objetivo da viagem era somente terminar o amistoso sem lesões e com sinais de evolução no rendimento da equipe. Mas o que se viu surpreendeu negativamente.

Antes de Luís Castro conceder sua entrevista, o sentimento diante do que aconteceu no gramado irregular do Estádio Gigante do Norte estava explícito na cara dos funcionários e membros da comissão técnica do clube. Havia constrangimento no olhar de quem encarou o calor de mais de 30°C e o cheiro de tinta usada para dar um trato no vestiário. As vaias e xingamentos começaram cedo. Os alvos estavam na casamata improvisada (atletas) ou na pista atlética (treinador). 

Erros individuais e em dupla

Até Castro, de maneira mais reservada, reconheceu a decepção. Ao responder se ficou preocupado pela diferença de rendimento da equipe titular no primeiro tempo para a produção dos reservas, o técnico disse:

Sim, preocupa. Temos de jogar o tempo todo com a mesma intensidade. Não foi um primeiro tempo que merecíamos perder por 2 a 0. Mas foi aquém do que deveríamos ter feito — afirmou.

Os dois testes principais decepcionaram. Luis Eduardo teve a primeira chance como titular do lado esquerdo e acabou exposto nos dois gols da Chape. Errou o bote em Bolasie e ficou preso no bloqueio da jogada ensaiada no segundo. A dupla Nardoni e Pérez foi marcada com facilidade e batida quando deveria estar protegendo o sistema defensivo.

Não preocupa o resultado, mas a produção. Competimos, lutamos, mas não fizemos tudo da melhor forma — disse o técnico.

Pavon se salvou

Das poucas coisas boas, a afirmação de Pavon confirmou a aposta da comissão técnica. O argentino, inclusive, passou a ter a renovação considerada como algo importante para o futuro. Monsalve e Tetê também deram resposta no segundo tempo, quando o time reserva teve a oportunidade.

Por mais que a continuidade de Luís Castro seja tratada internamente com a mesma convicção, a percepção externa preocupa. O amistoso do próximo domingo (12) contra o Cruzeiro ganhou importância. Outra atuação ruim e o clima antes da maratona de decisões do início do segundo semestre ficará pior junto ao torcedor.

No dia 17, sexta-feira, o Grêmio vai a São Paulo enfrentar o Mirassol pelo Brasileirão. Depois, no dia 23, a altitude de La Paz aguarda o clube na partida de ida contra o Bolívar pela Copa Sul-Americana. Fluminense e os bolivianos, dias 26 e 30 na Arena, antes da decisão contra a equipe de Mirassol pelas oitavas de final da Copa do Brasil. Jogos que decidirão o ano de 2026 e os rumos de Luís Castro no Grêmio.



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