A Copa do Mundo de 2026 reserva um capítulo especial na História para os craques. Com Messi, Mbappé, Haaland e Kane brilhando a cada jogo, os astros travam uma corrida inédita pela artilharia: nunca antes uma mesma edição teve três jogadores com sete gols ou mais.
A marca ajuda a dimensionar o tamanho da disputa. Com os dois gols no Brasil, Haaland passou a dividir a liderança com Messi e Mbappé, todos com sete, enquanto Kane aparece logo atrás, com seis. Os quatro seguem na competição, e o argentino pode se isolar na ponta da artilharia ao enfrentar o Egito, hoje, às 13h (de Brasília), pelas oitavas de final.
Juntos, eles somam 27 gols na Copa — mais do que o total dos quatro principais artilheiros em 21 das 23 edições do torneio—, com média de 1,5 por jogo. E a disputa pode ficar ainda mais histórica: se cada um marcar mais uma vez, o quarteto estabelecerá o maior total de gols entre os quatro principais goleadores de uma mesma Copa.
Nas edições de 2006 e 2010, por exemplo, o artilheiro terminou a competição com apenas cinco gols após sete partidas — os alemães Klose e Thomas Müller, respectivamente. A marca ficou para trás ainda nas oitavas deste ano. Com isso, o torneio deverá ter, no mínimo, um vice-artilheiro com sete gols, igualando Jairzinho, em 1970, e Messi, em 2022.
De 1974 para cá, apenas dois jogadores encerraram uma Copa com quatro jogos ou mais e média superior a 1,2 gol por partida: o inglês Gary Lineker, em 1986, e o colombiano James Rodríguez, em 2014. Esta edição já tem o dobro.
Mas por que há tantos artilheiros nesta Copa do Mundo? O nível dos adversários diminuiu por causa do aumento do número de seleções? Ou foram os craques que resolveram brilhar? Para Carlos Eduardo Mansur, comentarista do Sportv e colunista do GLOBO, a resposta está na qualidade desses jogadores.
— Eu não colocaria na conta da expansão da Copa, porque acho que esses jogadores não enfrentaram adversários tão diferentes daqueles que teriam no modelo antigo. Esta Copa reúne jogadores de exceção, de altíssimo nível, que chegaram muito bem e jogam em times que estão fazendo campanhas muito boas. Então você junta a individualidade com coletivos que ajudam, e eles estão brilhando— explica o jornalista.
A intensa corrida pela artilharia já teve uma prévia na Copa passada, quando Messi e Mbappé protagonizaram um duelo particular decidido apenas na final. O francês marcou três vezes na decisão e terminou como artilheiro da competição, com oito gols, enquanto Messi fez dois, conquistou o título e foi eleito o melhor jogador do torneio.
Agora, além dos números desta edição, os dois disputam a artilharia histórica das Copas. Messi lidera com 20 gols, seguido por Mbappé, com 19 — os dois superaram Klose, que tem 16.
A disputa desta Copa do Mundo, porém, ganhou novos personagens. Um deles, o intruso Erling Haaland, estreante em Mundiais. Logo em sua primeira participação, aos 25 anos, o norueguês não sentiu o peso do torneio, eliminou o Brasil e entrou na briga gol a gol com Messi e Mbappé.
Enquanto os três dividem a liderança, Kane aparece logo atrás, com a experiência de quem já conquistou a Chuteira de Ouro: foi o artilheiro da Copa de 2018, na Rússia, também com seis gols, marca que já igualou nas oitavas de final desta edição.










Leave a Reply