Treinador da Argentina usa eliminação do Brasil como alerta para jogo contra Egito


Em coletiva de imprensa antes da partida entre Argentina e Egito pelas oitavas da Copa do Mundo nesta terça-feira (7), o treinador argentino, Lionel Scaloni, afirmou que a eliminação do Brasil, assim como o sufoco que a Argentina passou com Cabo Verde, servem de alerta para este jogo.

Ele destaca que os egípcios são uma ‘grande equipe’ e também chama a Noruega, que eliminou o Brasil vencendo por 2 a 1, de uma ‘grande adversária’.

‘Não assisti ao jogo inteiro contra o Brasil. Se o Endrick tivesse marcado, estaríamos falando de outra coisa hoje. Isso pode acontecer com a maioria das equipes. Além disso, a Noruega é uma grande adversária. Estamos em alerta após o que aconteceu em Cabo Verde, e o Egito é uma grande equipe’, declarou.

Dois jogos definem nesta terça-feira (7) o último confronto das quartas de final a Copa do Mundo. À 13h, a Argentina enfrenta o Egito. Quem avançar vai enfrentar o vencedor de Suíça e Colômbia, que entram em campo às 17h.

Nessa segunda (6), a Bélgica goleou os Estados Unidos por 4 a 1 e vai enfrentar a Espanha, que derrotou Portugal por 1 a 0.

A partida marcou o fim da história do atacante Cristiano Ronaldo, de 41 anos, em Copas do Mundo, após o sexto mundial.

Os Estados Unidos foram eliminados, mesmo com a “ajudinha” do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A pedido de Trump, a Fifa anulou um cartão vermelho do atacante Balogun e o artilheiro pôde atuar contra a Bélgica.

O árbitro Raphael Claus mostra o cartão vermelho para Folarin Balogun, dos Estados Unidos, na Copa do Mundo 2026. — Foto: MICHAEL STEELE / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP

Ao confirmar ter feito o pedido da revisão da punição do jogador ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, Donald Trump disse que árbitro brasileiro Raphael Claus tinha um passado suspeito.

O presidente dos Estados Unidos utilizou uma notícia falsa de origem brasileira para pressionar a Fifa a revogar a suspensão do atacante Balogun.

A queixa de Trump foi baseada em boatos de que Raphael Claus seria investigado por manipulação de resultados no Brasil.

A informação distorce os fatos da CPI do Senado de 2024, na qual o árbitro foi convocado apenas como testemunha após denúncias sem fundamentação sólida do empresário americano John Textor, dono da SAF do Botafogo.

A manobra jurídica da Fifa foi duramente criticada e contestada em conjunto pela federação belga, pela Uefa e pela União Europeia.

A Fifa afirmou que o comitê disciplinar é independente e que o regulamento permite que o jogador fique em um período probatório, sem que tenha de cumprir imediatamente a punição pelo cartão vermelho.

Em nota, a CBF afirmou que o árbitro Raphael Claus é reconhecido mundialmente como um dos melhores em atividade e possui uma trajetória marcada por excelência técnica, conduta ética e absoluto respeito ao futebol.

A comissão de árbitros da Conmebol destacou o profissionalismo e a integridade do árbitro brasileiro.

Inspirados pelo caso de Balogun, políticos britânicos estão se mobilizando para pedir à Fifa a mesma liberação ao zagueiro Jarell Quansah, que recebeu foi expulso no confronto da Inglaterra contra o México no domingo.

A federação francesa também reivindica o cancelamento do cartão amarelo recebido por Olise no jogo contra o Paraguai.



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