A poucos dias da decisão da Copa do Mundo, a Fifa voltou a ser alvo de críticas por novas iniciativas comerciais envolvendo o torneio. Desta vez, a entidade decidiu vender ingressos para que torcedores acompanhem presencialmente a entrevista coletiva oficial da final, marcada para sexta-feira, em Nova York.
O evento reunirá representantes de Argentina e Espanha, finalistas da competição, além do presidente da Fifa, Gianni Infantino. Diferentemente das edições anteriores, parte do público poderá assistir à coletiva mediante pagamento de US$ 80, o equivalente a R$ 406.
A ação faz parte de uma parceria entre a Fifa e a empresa Fanatics, que promove um festival para torcedores no Javits Center. Em comunicado, a organização afirmou que os fãs terão uma oportunidade rara de acompanhar jogadores e representantes das seleções antes da maior partida do futebol mundial.
Além da coletiva, o festival contará com a presença de ex-jogadores e celebridades. O inglês Rio Ferdinand, embaixador da Fifa, participará de sessões de fotos com os torcedores por US$ 168,95 (cerca de R$ 858). Já uma foto com o ex-jogador de beisebol Alex Rodriguez custará US$ 321 (aproximadamente R$ 1.631).
Segundo o jornal britânico The Times, David Beckham também deverá participar de um dos painéis promovidos durante o evento.
As novas cobranças reforçam a estratégia de monetização adotada pela Fifa durante a Copa do Mundo de 2026. O torneio já havia sido alvo de críticas por transformar as pausas para hidratação em intervalos comerciais, permitindo às emissoras norte-americanas vender mais espaços publicitários. De acordo com a imprensa inglesa, a Fox Sports recuperou mais da metade dos US$ 485 milhões (cerca de R$ 2,46 bilhões) investidos nos direitos de transmissão apenas com a venda desses anúncios.
Outra medida que gerou repercussão foi o preço dos ingressos para a final entre Argentina e Espanha. Segundo a imprensa americana, o valor médio das entradas chegou a US$ 11 mil (cerca de R$ 55,9 mil), tornando a decisão do MetLife Stadium um dos eventos esportivos mais caros da história dos Estados Unidos.
Além disso, a Fifa pretende comercializar pedaços do gramado utilizado na decisão. Cada unidade deverá custar US$ 450 (cerca de R$ 2.286). Caso todas as peças sejam vendidas, a expectativa é arrecadar aproximadamente US$ 11 milhões, o equivalente a R$ 55,9 milhões.









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