Foram 39 dias de competição, 48 seleções em campo e 103 partidas disputadas. Agora, resta apenas um capítulo para encerrar a maior Copa do Mundo da história. Neste domingo, 19, Espanha e Argentina entram em campo para decidir quem levantará a taça do Mundial de 2026, em um confronto que reúne duas campanhas irretocáveis e coloca frente a frente algumas das principais estrelas do futebol internacional. O jogo que define o novo detentor do trono mundial ocorre às 16h, no MetLife Stadium.
As duas seleções chegaram à decisão de maneiras distintas, mas igualmente convincentes. A Espanha apostou na consistência coletiva e na organização defensiva para superar adversários tradicionais. A Argentina, por sua vez, construiu sua trajetória apoiada em um ataque eficiente, que marcou 19 gols em sete partidas e manteve 100% de aproveitamento durante todo o torneio.
Os números ajudam a explicar o equilíbrio da decisão. A equipe espanhola disputou sete partidas, venceu seis e empatou uma, permanecendo invicta. Marcou 13 gols e sofreu apenas um, consolidando a defesa menos vazada da Copa. Do outro lado, os argentinos chegam com uma campanha perfeita: sete jogos, sete vitórias, 19 gols marcados e sete sofridos, números que fazem da equipe o ataque mais produtivo do Mundial.

A final coloca frente a frente duas identidades bem definidas. A Espanha transformou o sistema defensivo em sua principal arma. Desde a fase de grupos, sofreu apenas um gol e passou por confrontos de alta exigência até eliminar a França por 2 a 0 na semifinal, confirmando a força de um time equilibrado e competitivo.
Eleito o melhor do mundo em 2024, o meio-campista Rodri é pilar da Espanha que busca o bicampeonato (Foto: divulgação)
A Argentina encontrou no poder ofensivo a receita para chegar à decisão. Mesmo diante de confrontos eliminatórios equilibrados, a equipe manteve a intensidade no ataque, venceu todas as partidas disputadas e confirmou o favoritismo ao superar a Inglaterra por 2 a 1 na semifinal.
Os protagonistas
Grande nome da seleção argentina, Lionel Messi volta a ser o centro das atenções. Artilheiro da Copa com oito gols, o camisa 10 liderou a equipe durante toda a campanha e chega à decisão com a oportunidade de ampliar ainda mais um dos maiores legados da história do futebol.
Pelo lado espanhol, Mikel Oyarzabal assumiu o protagonismo ofensivo. Com cinco gols marcados, o atacante foi decisivo em momentos importantes do torneio e simboliza a força coletiva construída pela equipe ao longo da competição.
Além dos artilheiros, a decisão reúne elencos repletos de jogadores acostumados aos principais campeonatos da Europa, fator que aumenta a expectativa por uma final de alto nível técnico.
Pelo lado argentino destacam-se os zagueiros Romero e Lisandro Martínez, o meio-campista Enzo Fernández e os atacantes Julián Alvarez e Lautaro Martínez.
Na Espanha, muito mais coletiva, é possível destacar o goleiro Unai Simón, os laterais Cucurella e Pedro Porro, o meia Rodri e, principalmente, a joia Lamine Yamal.
Times não devem ter novidades
A Espanha de Luis de la Fuente deve repetir a escalação que utilizou em praticamente todas as partidas do Mundial. Sem desfalques e com poucas chances de surpresas, o time deve ter: Unai Simón; Pedro Porro, Pau Cubarsí, Aymeric Laporte e Marc Cucurella; Rodri, Fabián Ruiz, Dani Olmo e Álex Baena; Lamine Yamal e Mikel Oyarzabal.
Do outro lado, Lionel Scaloni alterou a Argentina em algumas oportunidades e tem jogadores que disputam titularidade no meio e ataque. O provável time que começa o jogo tem: Emiliano Martínez; Nahuel Molina, Cristian Romero, Lisandro Martínez e Nicolás Tagliafico; Leandro Paredes, Enzo Fernández, Rodrigo De Paul, Alexis Mac Allister e Lionel Messi; Julián Álvarez.
História em jogo
Além da taça, Espanha e Argentina disputam um lugar especial na história do futebol.
Campeã mundial pela primeira vez em 2010, a Espanha busca o bicampeonato e a consolidação de uma nova geração vencedora. O título representaria a confirmação de um projeto que voltou a colocar a seleção entre as principais forças do futebol internacional.
A Argentina tenta ampliar uma tradição ainda maior. Campeã em 1978, 1986 e 2022, a seleção sul-americana busca o quarto título mundial e a possibilidade de encerrar mais uma Copa com Lionel Messi no centro da festa.
Independentemente do vencedor, a decisão marcará o encerramento de uma edição histórica do Mundial, a primeira disputada com 48 seleções e organizada simultaneamente por Estados Unidos, Canadá e México.
Depois de mais de um mês de competição, restam apenas 90 minutos para definir quem escreverá o último capítulo da Copa do Mundo de 2026.
França e Inglaterra disputam terceiro lugar
A decisão do terceiro lugar da Copa do Mundo reúne neste sábado, 18, duas seleções que chegaram como candidatas ao título, mas acabaram derrotadas nas semifinais. França e Inglaterra voltam a campo em busca de uma despedida positiva do Mundial, em um confronto que representa a oportunidade de encerrar a campanha com vitória e amenizar a frustração de ter ficado a um passo da decisão. As duas potências europeias tentam mostrar força mais uma vez em um confronto marcado pela presença de grandes estrelas, como Mbappé, Dembélé, Bellingham e Harry Kane.

Embora tradicionalmente tenha menor apelo do que a final, a disputa pelo terceiro lugar costuma proporcionar partidas abertas e ofensivas, já que as equipes entram em campo sem a mesma pressão de um jogo decisivo. O jogo ocorre às 18h, em Miami.










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