No programa Fórum na Copa, da TV Fórum, João Canalha afirmou que o excesso de preocupação tática e defensiva tem empobrecido o esporte e elogiou justamente o oposto: a vitória da Inglaterra por 6 a 4 sobre a França na disputa pelo terceiro lugar.
Para Canalha, o confronto entre ingleses e franceses mostrou como o futebol pode ser mais atraente quando as equipes abandonam o medo de errar e buscam constantemente o ataque.
“Todo mundo vibrou, todo mundo adorou o jogo ontem, porque as duas seleções se atiraram para cima do adversário em busca de gols, em busca da vitória.”
Na avaliação do comentarista, o futebol moderno passou a privilegiar a segurança em detrimento da criatividade.
“O apego ao cargo, principalmente de técnico, impôs isso. O cara ganha milhões e não quer correr riscos. Faz um a zero e recua o time.”
Segundo ele, essa postura explica por que tantas partidas se tornaram previsíveis.
“Hoje existe essa preocupação de segurar o resultado, fechar a casinha, estacionar um ônibus na frente da área. Tudo isso empobreceu demais o futebol.”
Canalha também ironizou a obsessão pela posse de bola.
“Hoje a posse de bola é mais importante. Nosso time precisa ter a bola, ter a bola… Daqui a pouco vão colocar duas bolas em campo, uma para cada time.”
Para o comentarista, falta aos jogadores atuais a ousadia que marcou outras gerações.
“Ninguém mais quer se arriscar. Todo mundo quer a técnica perfeita. Mas e a criatividade? E o suor? E o sangue? É isso que está faltando.”
O comentarista também direcionou críticas à Seleção Brasileira. Para ele, o time comandado por Carlo Ancelotti apresentou um futebol excessivamente burocrático durante a Copa e desperdiçou a tradição ofensiva do Brasil.
“O Brasil não conseguiu nada com aquele futebol xoxo. Era melhor se atirar mesmo, jogar com alegria e ir para cima.”
Na visão dele, o principal problema da equipe não estava no treinador, mas na qualidade do elenco.
“Pode trazer meia dúzia de Ancelotti que não vai resolver.”
Ao analisar a futura decisão contra a Espanha, João Canalha também fez críticas ao estilo competitivo da Argentina. Embora reconheça a força da equipe de Lionel Scaloni, ele afirmou que os argentinos costumam ultrapassar os limites do jogo limpo quando encontram dificuldades.
Segundo ele, a principal arma da seleção sul-americana nem sempre está na parte técnica.
“Se não está conseguindo ganhar na bola, cria um ambiente nocivo dentro de campo. Tem essa capacidade de provocar, fazer faltas, tentar desestabilizar o adversário.”
Apesar das críticas, Canalha reconheceu uma característica que considera admirável na equipe bicampeã mundial.
“Você dificilmente vai ver a Argentina se arrastando em campo. Os caras entram como se estivessem numa guerra.”
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Assista ao programa na íntegra:










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