Apesar de dominar a Argentina por quase duas horas, a Espanha não conseguiu passar pelo gol de Dibu Martínez na final da Copa do Mundo até o minuto 106, quando Ferran Torres marcou o único gol da final e fez milhões de pessoas na Espanha pularem de alegria.
Como geralmente acontece em grandes partidas que chamam atenção nacional, as celebrações de gols provocam vibrações no chão que são sentidas pelos sismômetros, e como esta é a primeira final da Espanha em 16 anos em Copas do Mundo, milhões de pessoas acompanharam a partida ao vivo e pularam em três momentos-chave, revela o Conselho Nacional de Pesquisas da Espanha (CSIC).
As vibrações, captadas pelas redes do Instituto Nacional de Geografia (IGN) e do Instituto Geológico e Cartográfico da Catalunha (ICCG) em estações por toda a Espanha, mostram três picos distintos durante a partida, que foram visíveis simultaneamente nos sensores da rede: o gol de Torres aos 106 minutos, um gol anterior de Nico Williams inexplicavelmente anulado pelo VAR, e o choque mais intenso da noite, o apito final, quando a vitória foi confirmada.
Um pico menor foi alcançado quando Torres marcou outro gol anulado por impedimento, e quando levantaram o troféu minutos depois… com Trump ao lado.
A CSIC explica que essa sismicidade induzida pela atividade humana é imperceptível em nosso dia a dia e já foi documentada em várias cidades ao redor do mundo. O aspecto único dessas gravações é que o sinal não vem dos estádios, mas sim dos bairros e casas onde as pessoas assistiam aos jogos.
Por exemplo, em 2024, durante a final da UEFA Euro Final, picos semelhantes foram alcançados com gols de Nico Williams e Mikel Oyarzabal, e durante esta Copa do Mundo, vibrações semelhantes foram capturadas desde a partida das oitavas de final contra Portugal.











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