Bastidores da França na Copa tiveram crise, atritos com federação e pressão de Mbappé, diz jornal


A campanha da França na Copa do Mundo foi marcada por uma série de conflitos internos entre jogadores, comissão técnica e dirigentes da Federação Francesa de Futebol (FFF). Segundo uma reportagem publicada pelo jornal L’Équipe, o ambiente nos bastidores da seleção se deteriorou ao longo do torneio e contribuiu para o fim da passagem de Didier Deschamps pelo comando da equipe.

Após a derrota para a Inglaterra na disputa pelo terceiro lugar, Deschamps anunciou sua saída e afirmou que a decisão foi motivada por um “clima insuportável” dentro da delegação. O treinador encerrou um ciclo de 14 anos à frente da seleção francesa.

De acordo com o jornal, um dos primeiros episódios de tensão ocorreu antes mesmo do início da Copa. O presidente da FFF, Philippe Diallo, declarou que já sabia quem seria o próximo treinador da seleção, apesar de Deschamps ainda comandar a equipe. A fala causou forte desconforto na comissão técnica e obrigou o dirigente a divulgar uma retratação pública.

A relação entre os jogadores e a federação também foi marcada por divergências durante o Mundial. Kylian Mbappé precisou negociar diretamente com os dirigentes para garantir tratamentos de crioterapia, considerados fundamentais para enfrentar a onda de calor registrada nos Estados Unidos durante a competição.



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