Durante o segundo trimestre de 2026, os anúncios de arrendamento receberam em média 24 contactos, um aumento de 36% face ao mesmo período do ano anterior, segundo uma análise do idealista. Esta subida da procura ocorreu num contexto em que as rendas desceram 2,4%.
“A descida das rendas não significa que o mercado esteja menos pressionado. A procura continua muito acima da oferta disponível e cada nova casa anunciada continua a concentrar dezenas de potenciais interessados”, afirma Ruben Marques, porta-voz do idealista.
Neste período, entre as capitais portuguesas onde se registou maior média de contactos por anúncio foram Santarém, com 34 contactos, seguida de Leiria (30), Évora (29), Faro e Setúbal (28). Com níveis elevados de procura encontram-se ainda Ponta Delgada (25), Castelo Branco (22), Lisboa (21) e Porto (21). Portalegre e Vila Real registaram os valores mais baixos, com 8 e 12 contactos por anúncio, respetivamente, sendo as capitais com menor pressão da procura no período analisado.
Tendo em perspetiva o 2.º trimestre de 2025,a média de contactos por anúncio aumentou em nove capitais e diminuiu em outras nove, enquanto Beja e Bragança se mantiveram estáveis face ao mesmo período do ano anterior.
A maior subida da procura registou-se em Coimbra, com um aumento de 153%, seguindo-se o Porto (146%), Lisboa (53%) e Braga (19%). Destacam-se ainda Leiria (13%), Santarém (11%), Setúbal (8%) e Viana do Castelo (7%). Por outro lado, a maior quebra ocorreu em Portalegre (-84%), seguida do Funchal (-42%), Vila Real (-33%) e Faro (-23%). Também se registaram recuos em Ponta Delgada (-18%), Guarda (-14%) e Castelo Branco (-5%).
Já no que concerne aos valores a nível dos distritos e ilhas, Setúbal registou a maior média de contactos por anúncio no segundo trimestre do ano, com 34 contactos, seguido de Lisboa (26), Santarém (26) e Porto (22).
A maior subida da procura foi registada em Coimbra, onde o número médio de contactos por anúncio aumentou 99% face ao mesmo período do ano anterior. O Porto também apresentou um crescimento expressivo (90%), seguido de Lisboa (36%), Setúbal (16%) e Viana do Castelo (15%).
Em sentido contrário, as maiores quedas da procura verificaram-se em Portalegre (-46%), ilha da Madeira (-38%) e Vila Real (-19%).










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