Onde ficam as casas mais caras de Portugal? Cascais lidera com preços de 4,35 milhões


Comprar casa na rua mais cara de Portugal custa, em termos medianos, 4,35 milhões de euros. A Rua das Faias, em Cascais, lidera o ranking das moradas mais exclusivas do país, segundo uma análise pelo portal imobiliário Idealista divulgada esta semana.


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O mercado imobiliário de luxo concentra-se sobretudo no eixo Cascais-Estoril. Três das cinco ruas mais caras de Portugal estão localizadas nesta zona, que domina o topo da tabela.

A Rua das Faias é seguida de perto pela Rua das Violetas, também em Cascais, onde o preço mediano pedido pelos proprietários chega aos 4,3 milhões de euros. O terceiro lugar pertence à Urbanização Vale do Lobo, em Almancil, com um preço mediano de 4,25 milhões de euros.

Na quarta posição surge novamente Cascais, com a Rua das Papoilas, onde comprar uma casa custa, em termos medianos, 4 milhões de euros. Segue-se a Urbanização Fonte Algarve, em Almancil, com 3,995 milhões de euros.

Sintra também marca presença entre as zonas mais exclusivas do país. Na Rua Soto Maior, o preço mediano das habitações ronda os 3,9 milhões de euros, garantindo a sexta posição do ranking.

O Porto entra na lista em sétimo lugar, com a Rua do Ouro, onde o preço mediano atinge 3,69 milhões de euros. Já em Lagos, a Urbanização Quinta do Monte apresenta valores na ordem dos 3,25 milhões de euros.

A lista fica completa com a Rua do Pinheiro Manso, na Quinta do Conde, distrito de Setúbal, com 2,75 milhões de euros, e a Avenida Sabóia, no Estoril, com um preço mediano de 2,4 milhões.

Madeira lidera entre as regiões fora do top dez

A análise do Idealista identificou ainda a rua mais cara de cada distrito e ilha onde existiam dados suficientes para realizar o estudo.

Na Madeira, a Rua João Paulo II, em São Martinho, apresenta o valor mediano mais elevado, de 1,5 milhões de euros. Em Leiria, a liderança pertence à Rua dos Mártires, com 842.500 euros, enquanto em Viana do Castelo a Rua Doutor Adriano Magalhães chega aos 670 mil euros.

Em Aveiro, a rua mais cara é a Rua António da Rocha Madail, com um preço mediano de 493.500 euros. Coimbra surge com a Rua Princesa Cindazunda, nos 435 mil euros, e Braga com a Rua Bernardino da Silva, nos 374.400 euros.

Já em Santarém, a Rua 1.º de Dezembro apresenta um preço mediano de 330 mil euros. No distrito de Viseu, a Rua Miguel Bombarda fecha a análise, com 300 mil euros.

A diferença entre os extremos do mercado é expressiva: comprar uma casa na Rua das Faias, em Cascais, custa cerca de 14 vezes mais do que na Rua Miguel Bombarda, em Viseu, considerando os preços medianos apresentados pelo Idealista.

O portal imobiliário esclarece que estes valores refletem os preços pedidos pelos proprietários e não necessariamente os preços finais pelos quais os imóveis são efetivamente transacionados.

Porque é que Lisboa fica de fora?

A ausência de Lisboa no top 10 não significa que a capital não tenha habitação de luxo. Segundo o Idealista, a explicação está sobretudo na maior concentração proporcional deste tipo de imóveis nos municípios vizinhos, como Cascais e Sintra, e em zonas como o Estoril, bem como no Algarve, onde as casas de grande luxo se concentram frequentemente em urbanizações de “alto standing”.

A própria metodologia do estudo também condiciona os resultados, uma vez que apenas são consideradas ruas com um mínimo de 10 anúncios.

No mercado de luxo, a procura e a venda fazem-se igualmente através de plataformas online, embora este segmento tenha ritmos e características mais personalizados e seja frequentemente intermediado por profissionais imobiliários, explica o Idealista à Euronews.

Portugal tem mais de 19.000 casas anunciadas com preço acima de um milhão de euros

O mercado de habitação de luxo em Portugal vai muito além das ruas que lideram o ranking. A 1 de agosto, estavam anunciadas no Idealista mais de 19 mil casas com preços superiores a um milhão de euros. Quase todos os distritos do continente e as ilhas tinham pelo menos um imóvel neste segmento, embora a oferta esteja longe de ser distribuída de forma uniforme pelo território.

Lisboa, Faro e Porto concentram cerca de 80% da oferta nacional de casas acima de um milhão de euros. Lisboa lidera destacadamente, com 40,6% do total de imóveis de luxo anunciados. Segue-se Faro, com 26,5%, e o Porto, com 12,9%. Setúbal representa 7,5% e a Madeira 5,8%.

Leiria e Braga ocupam as posições seguintes, com 1,5% da oferta nacional cada. Abaixo de 1% surgem Aveiro (0,9%), Santarém (0,6%), Viana do Castelo (0,5%), São Miguel (0,4%), Coimbra (0,3%), Évora e Beja (0,2% cada), e Viseu, Vila Real, Castelo Branco e Portalegre (0,1% cada).

No extremo oposto estão Bragança e Guarda, com apenas três e cinco casas, respetivamente, anunciadas acima de um milhão de euros à data da análise. O número reduzido de imóveis faz com que a sua expressão no mercado nacional seja praticamente residual.

Onde se situam as casas de luxo que custam mais de 3 milhões de euros?

Quando o valor sobe para mais de três milhões de euros, a oferta torna-se ainda mais exclusiva e geograficamente concentrada. No início de agosto, estavam anunciadas no Idealista mais de 3.200 propriedades acima deste patamar.

Lisboa concentrava quase metade desta oferta, com 1.538 anúncios, equivalentes a 47,1% do total. Faro surgia em segundo lugar, com 1.095 imóveis (33,6%), enquanto Setúbal reunia 309 propriedades (9,5%). O Porto, com 149 anúncios, representava 4,6% do mercado, e a Madeira contava com 90 imóveis, correspondentes a 2,8%.

A distribuição evidencia assim uma diferença importante entre o mercado de luxo e o segmento do ultraluxo. Embora Lisboa não tenha nenhuma rua no top 10 das mais caras do país, o distrito é, de longe, aquele que concentra mais casas anunciadas acima de três milhões de euros.

A oferta neste segmento deixa, contudo, de existir em várias regiões. A 1 de agosto, não havia no Idealista casas anunciadas por mais de três milhões de euros em Vila Real, Castelo Branco ou Bragança, nem em várias das ilhas portuguesas.



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