Bolsa angolana destacou entrada de novos 11. 264 acionistas da UNITEL


Segundo Cristina Lourenço, o resultado da operação “expressou inequivocamente” a confiança dos investidores angolanos e estrangeiros no mercado de capitais, as entidades reguladoras, na entidade gestora do mercado, nos participantes o mercado, assim como no ativo admitido à negociação.

“A procura pelas sete milhões e 500 ações ordinárias da UNITEL excedeu largamente aquilo que foi a oferta no mercado, com um rácio de cobertura de aproximadamente 120% – uma operação de 300 mil milhões de kwanzas — constitui um sinal evidente da confiança dos investidores na empresa e no potencial de crescimento do mercado de capitais angolano”, referiu.

Os 11.264 novos acionistas, salientou, vão participar diretamente no capital de uma as maiores empresas da economia angolana, acrescentando que esta sexta oferta pública de venda torna-se a maior até agora realizada, superando o recorde anterior alcançado pelo Banco de Fomento de Angola (BFA).

Cristina Lourenço realçou ainda postura correta e aberta da UNITEL face ao ataque cibernético de que foi alvo na terça-feira, ao informar aos seus investidores e também ao público o ocorrido, demonstrando “a sua responsabilidade com o dever de informação”.

A PCE da Bodiva assegurou que o mercado de capitais angolano reúne todas as condições regulatórias, tecnológicas, para suportar e continuar a suportar um mercado bolsista dinâmico, seguro e eficiente.

“Aos investidores da UNITEL assim como de todas as outras empresas que já estão cotadas em bolsa assumimos o nosso contínuo compromisso em manter uma bolsa em que se possa livremente transacionar os seus ativos com segurança e com eficiência”, frisou.

“Neste momento com a emissão das ações na Bodiva, mercado secundário, passa a estar livremente transacionável. Os investidores que compraram no mercado primário têm a prorrogativa de definir aquilo que é a sua estratégia de investimento, há quem compre para guardar e há quem compre para posteriormente fazer algum ‘trading'”, salientou.

Questionada se face ao ataque informático registado com a UNITEL foi cogitada a possibilidade de se adiar a cerimónia de ‘Ring the Bell’, Cristina Lourenço avançou que a situação foi avaliada, mas pelo peso desta empresa, “com anos de história” e que no momento do seu pedido de admissão reunia e continua a reunir com os requisitos para estarem cotados em bolsa, a decisão se manteve.

A Oferta Pública de Venda da UNITEL de 15% das ações ordinárias desta empresa decorreu entre 06 e 24 e julho.

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