KWIK regista crescimento de 322,04 mil milhões de kwanzas no 2.º semestre em Angola


O sistema de pagamentos instantâneos (KWiK) registou crescimento de 134,8%, evoluindo de 137,18 mil milhões de kwanzas para 322,04 mil milhões de kwanzas, face ao período homólogo de 2025.

Os dados foram apreciados durante a 9.ª Reunião Ordinária do Comité de Coordenação da Estratégia Nacional de Inclusão Financeira (CCENIF).

No segundo trimestre de 2026, o número de operações aumentou 119,8%, passando de 5.44 milhões para 11.96 milhões, enquanto o valor transaccionado cresceu 134,8%, confirmando a crescente adopção dos pagamentos electrónicos por cidadãos, empresas e instituições.

Segundo o Banco Nacional de Angola, no domínio dos pagamentos digitais, o sistema KWiK continua a registar um crescimento progressivo.

Prosseguem, igualmente, as campanhas de expansão dos pagamentos digitais nos mercados, escolas e outros espaços públicos, incentivando a utilização de meios de pagamento mais seguros, rápidos e acessíveis e contribuindo para a modernização do comércio e dos serviços.

No entanto, refere o BNA, durante a reunião foram avaliados os progressos da implementação da ENIF, que já apresenta resultados positivos na expansão do acesso da população aos serviços financeiros, no crescimento dos pagamentos digitais e na execução das principais iniciativas previstas.

O Índice de Inclusão Financeira, um dos principais indicadores analisados passou de 49,97%, no quarto trimestre de 2025, para 51,73% no primeiro trimestre de 2026, portanto, este resultado demonstra um progresso contínuo na utilização de contas bancárias, de moeda electrónica e outros serviços financeiros formais pela população, reflectindo o aumento no acesso e na utilização do sistema financeiro formal.

Angola com este desempenho mantém uma trajectória positiva rumo ao alcance da meta de 65% de inclusão financeira até 2027.

Entretanto, o comité constatou, igualmente, que, das 68 actividades previstas na ENIF, cerca de 75% se encontram em implementação, 11,8% já foram concluídas e 13,2% permanecem por iniciar.

Entre os principais avanços, destacam-se a digitalização dos pagamentos dos programas sociais, a integração de novos serviços para liquidação através do KWiK, a elaboração do quadro regulamentar para o alargamento das fontes de financiamento das Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPME) e do Seguro Agrícola, bem como o reforço das iniciativas de educação financeira.



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