
O Inter vai para a pausa do Brasileirão para a Copa do Brasil em um cenário até melhor do que o previsto. Ao empatar com o vice-líder Flamengo no Beira-Rio, passará os 10 dias sem jogos fora da zona de rebaixamento.
Tem os mesmos 22 pontos do Grêmio, com saldo de gols superior mas um jogo a mais. Só que com esperança revivida depois de ter feito uma partida de igual para igual contra o time mais badalado da América do Sul e deixado o estádio lamentando não ter vencido.
O 1 a 1 deixou algumas lições. Uma é que, como costuma ser, o time se entregou do início ao fim, não desistiu nunca do resultado. E dessa vez, o castigo foi menos pior do que em outras oportunidades.
A outra é que soube jogar com linha baixa, se defendendo e especulando em contragolpes. O time foi, novamente, organizado. Foi vazado em uma sequência de duas falhas, uma de Alan Patrick ao perder a bola no meio do campo e outra de Matheus Bahia de não ter afastado corretamente.
— Repetimos a linha de cinco como nas outras vezes. Só colocamos Bruno Gomes na linha de defesa. O que mudou foi a compactação dos ponteiros com os volantes e dos volantes com os defensores. Tenho que olhar o que meu time tem melhor e pior do que os adversários. Carbonero e Alan Patrick foram meias, atraímos os zagueiros para que se abrissem e tentássemos atacar por ali — disse o técnico Paulo Pezzolano.
O treinador, porém, deixou claro que não é o jeito que gosta de jogar. Faz porque a circunstância obriga. E que nem todas as partidas serão assim.
— Não podemos ter blocos tão baixo assim porque alguns times vão erguer bola para a área já na intermediária. Se todos jogassem assim, como o Flamengo, poderíamos usar essa estratégia, mas não é o caso — explicou.
— Não posso ficar no bloco baixo. Inter não merece jogar assim. É um clube grande, que precisa ser protagonista. Ninguém gosta disso, queremos sempre passar por cima dos adversários. E, para mim, só o Bragantino nos atropelou. Em todos os demais jogos, não fomos mal para perder.
A partir de agora, o foco é o Corinthians na Copa do Brasil. O primeiro jogo é domingo (2), no Beira-Rio. Na quinta (6), a volta, em Itaquera. E depois, novamente em São Paulo, visita o líder Palmeiras. Então terá oito dias até enfrentar o Remo, em confronto direto, em Porto Alegre. Aí, sim, passados os melhores times, o campeonato de recuperação terá de começar.
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