Ídolos do Cruzeiro, Joãozinho e Nelinho relembraram à Itatiaia sobre a morte de Roberto Batata em meio à campanha do título da Copa Libertadores de 1976. O ex-atacante morreu aos 26 anos em acidente de carro quando partia para visitar a família na cidade mineira de Três Corações.
“Era um irmão. Era muito querido por todos nós, e ele um jogador excelente, jogador muito amável com todos nós. Dispensa todo comentário, foi muito marcante, depois nossa responsabilidade ficou maior para vencer. Depois, o Piazza falando no Chile que faríamos uma homenagem no meio-campo ao Batata, e muito merecido. Piazza foi muito feliz, ajoelhamos, rezamos em memória ao Batata”, disse Joãozinho.
“Afetou individualmente, cada um de nós pela amizade, por tudo, mas quando entra do campo você esquece, esquece de tudo. Está ali, quer ganhar. Acabou o jogo, aí pensa nele, no amigo que sempre foi, no ótimo jogador que sempre foi, mas a vida segue, vai treinando, jogando, mas isso não tem nada a ver, faz parte da vida”, disse Nelinho.
“Quando voltamos do Peru, eu não vim para BH, fiquei no Rio de Janeiro. De noite, fiquei sabendo que ele tinha morrido, peguei um voo e fomos ao velório no Barro Preto. No jogo seguinte, com o Alianza Lima, ganhamos de 7 a 1. Falam que não fiz um gol porque era para ser 7, a camisa do Batata, começam a criar um monte de coisa, mas nosso time foi o que foi pois tinha competência”, completou.
Roberto Batata chegou ao Cruzeiro em 1971 após atuar pela equipe amadora do Banco Real e fez 110 gols em 281 partidas segundo o Almanaque do Cruzeiro. O apelido foi dado pois o ex-atacante gostava muito de batatas fritas.
A primeira Libertadores do Cruzeiro: 50 anos de uma ‘irresponsabilidade incrível’
As declarações dos camisas 10 (Joãozinho) e 2 (Nelinho) foram dadas à Itatiaia, no documentário “A primeira Libertadores do Cruzeiro: 50 anos de uma ‘irresponsabilidade incrível’”. A partir dos dois personagens, o material conta a história da inesquecível conquista cruzeirense.











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