A ofensiva tarifária do governo Donald Trump acelera um redesenho das relações internacionais e tende a reduzir a importância relativa dos Estados Unidos no mundo no longo prazo, avaliou o colunista Leonardo Sakamoto no UOL News – 2ª edição, do Canal UOL.
A análise veio após o anúncio de um novo tarifaço dos EUA contra o Brasil, que, segundo Sakamoto, pressiona o governo Lula a correr para abrir mercados e diminuir a dependência do comércio com os norte-americanos.
Estamos vendo as relações internacionais e o mundo se redesenhando à nossa frente com a morte das instituições multilaterais que congregavam o interesse de todo mundo. Já que está imposta a lei do mais forte, de quem tem bomba, de quem xinga e de quem taxa, os outros países vão dando um jeito e se reorganizando. No longo prazo, isso reduz a importância relativa dos EUA no cenário internacional porque a comunidade internacional vai procurar quem é mais confiável e justo. Leonardo Sakamoto
No programa, Sakamoto disse que Lula tem dois objetivos ao intensificar conversas e encontros com outros líderes, como os de China e Coreia do Sul: conter danos econômicos e responder a um cenário em que Washington afasta aliados e parceiros comerciais.
Há dois motivos dessa movimentação do presidente Lula. A primeira movimentação, claro, é econômica, mais objetiva, mais direta, tentando conter os danos relacionados aos tarifaços impostos pelos EUA aos produtos brasileiros.
O governo Lula se vê na obrigação de acelerar processos de aproximação comercial para tentar escoar produtos brasileiros que passarão a ser sobretaxados pelos EUA para outras nações. Ou seja, reduzir a dependência dos EUA. Leonardo Sakamoto
Ele também afirmou que outro movimento não é só do Brasil e envolve outros países que, na visão dele, buscam se articular para reduzir o impacto da “imprevisibilidade” de Trump. Sakamoto citou conversas e abertura de mercados para destinos como Indonésia, Japão e, agora, Coreia do Sul. Na prática, isso mostra que se os EUA de Trump não querem agir como adultos, há quem queira. A China, por exemplo.
Desde que tomou posse, o presidente Donald Trump vem afugentando aliados e parceiros comerciais. Parece até que ele respeita mais adversários como China e Rússia, do que respeita nações que são amigas ou que historicamente são parceiras comerciais. Leonardo Sakamoto
O que ele [Zema] tem sempre dito é que ele tem um adversário, que é o Lula. Todos os outros são concorrentes, mas o nosso adversário evidentemente é o Lula. Ele não quer também transformar uma ou duas críticas que havia feito no passado em uma narrativa ou um repertório único e exclusivo de comunicação. Até porque o governador Zema tem muito a apresentar à sociedade. Eduardo Ribeiro, presidente do Novo
Chamar o presidente de ‘palhaço’ talvez não seja uma postura muito adequada para um ministro, só que ele pode falar isso. É melhor que isso saia da boca dele do que da do Lula. Além de ser chefe de governo, Lula precisa baixar a temperatura e colocar panos quentes. Lula não pode falar esse tipo de coisa, ou pelo menos não vai ser nem um pouco apropriado para ele descer o nível e começar num xingamento, um bate-boca. Letícia Casado
A turma do Flávio Bolsonaro começa a falar no nome da Priscila Costa aos 45 do segundo tempo. Jogar esse nome agora, a essa altura, depois de tudo o que aconteceu, é uma tentativa de dar um prêmio de consolação para Michelle Bolsonaro e um sinal de desespero da equipe do Flávio. Letícia Casado
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