A taxa de inflação homóloga em Portugal fixou-se em 3% em julho de 2026, abaixo dos 3,2% registados no mês anterior, revela a estimativa rápida divulgada esta sexta-feira, 31 de julho, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Apesar do abrandamento da inflação total, o indicador de inflação subjacente — que exclui produtos alimentares não transformados e energéticos — acelerou, fixando-se em 2,6% em julho, “superior em 0,1 pontos percentuais à de maio”, segundo o INE.
Este comportamento sugere que fatores subjacentes, como serviços e bens industriais não energéticos, continuam a exercer pressão sobre os preços, mesmo com o alívio vindo da energia e de alguns alimentos.
A energia abrandou para uma variação de 8,7% (era 9,1% em junho) e os produtos alimentares não transformados caíram de 5,1% para 3,7%.
No plano mensal, o Índice de Preços no Consumidor (IPC) registou uma variação de -0,5% em julho, depois de 0,1% em junho, enquanto a média anual manteve‑se nos 2,6%.
O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) — métrica que permite comparar a inflação de forma igual entre todos os países da UE — fixou‑se em 3,1% em termos homólogos, valor idêntico ao de junho.
Os dados definitivos relativos ao IPC de junho serão divulgados pelo gabinete de estatísticas no dia 12 de agosto, data que poderá ajustar leituras conjunturais e influenciar decisões de política económica.









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