O mercado de criptomoedas ganhou espaço entre investidores e grandes instituições, mas a alta volatilidade ainda gera dúvidas sobre onde começar, qual plataforma usar e como gerenciar riscos.
A abordagem correta pode reduzir perdas e transformar exposição em aprendizado. Nesta reportagem, reunimos orientações de especialistas para quem vai dar os primeiros passos.
Entenda o risco antes de escolher um ativo
Para Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb e apresentador do Resenha do Dinheiro, o ponto de partida não é a seleção de uma moeda, mas aceitar que oscilações expressivas fazem parte do investimento em cripto. Em vez de aplicar todo o valor de uma vez, recomenda-se dividir o montante em parcelas e comprar periodicamente, estratégia que reduz o risco de entrar no pico de uma alta e ajuda a formar um preço médio.
Por onde começar: bitcoin como referência
Segundo Tasso Lago, fundador da Financial Move, o bitcoin continua sendo a referência principal do mercado. Ele lembra que, apesar de mais consolidado, o bitcoin mantém volatilidade superior aos investimentos tradicionais e, por isso, costuma fazer mais sentido para iniciantes começar por ele antes de migrar a atenção para outros projetos, como Ethereum e Solana.
Carteira e perfil de risco
A composição da carteira deve respeitar o perfil de risco de cada investidor. Pascowitch sugere que uma exposição inicial de cerca de 1% do patrimônio permite participar do mercado sem comprometer a saúde financeira em caso de fortes oscilações. Para perfis mais arrojados, a participação pode chegar a aproximadamente 5%. Valores superiores costumam ser recomendáveis apenas para quem já tem experiência e capacidade de gerir riscos.
Exchange ou ETF: vantagens e limitações
Uma dúvida comum é escolher entre comprar em exchanges ou por meio de ETFs negociados em bolsa. Exchanges são plataformas especializadas em compra, venda e custódia de criptoativos; a recomendação é optar por exchanges regulamentadas, especialmente com licenças em mercados como Estados Unidos e Reino Unido, por oferecerem camadas adicionais de proteção.
Os ETFs reúnem ativos ligados ao mercado de criptomoedas e são negociados na bolsa por meio de corretoras tradicionais, sem que o investidor precise custodiar as moedas. São alternativa prática, regulada e, em muitos casos, mais segura para iniciantes. Por outro lado, comprar diretamente em uma exchange tende a ampliar o contato do investidor com o ecossistema e estimular aprendizado sobre projetos e tecnologias.
Como investir em criptomoedas com disciplina
Além da diversificação, especialistas alertam contra decisões movidas pelo medo de perder uma alta (FOMO). Comprar quando o mercado já subiu significativamente costuma ser um dos maiores erros dos iniciantes. A ideia de ganhos rápidos também é perigosa e abre portas para golpes e esquemas fraudulentos. Pascowitch enfatiza que criptomoedas devem ser tratadas como qualquer outro investimento: com estudo, gestão de risco e visão de longo prazo.
O que observar antes de entrar
- Regulamentação e segurança: prefira exchanges e produtos com supervisão em jurisdições reconhecidas.
- Alocação prudente: inicie com pequena parcela do patrimônio e ajuste conforme experiência e tolerância ao risco.
- Educação contínua: estude projetos além do bitcoin antes de expandir a carteira para altcoins.
- Evitar FOMO: mantenha disciplina e metas claras para não comprar apenas por pressão do mercado.
Resenha do Dinheiro
O programa, realizado com apoio da B3 e da gestora BlackRock, é apresentado por Thiago Godoy (“Papai Financeiro”), Marilia Fontes (Nord Investimentos) e Bernardo Pascowitch (Yubb).
A atração aborda educação financeira e investimentos com linguagem acessível e análise direta, indo ao ar nas sextas-feiras, às 19h, no canal CNN Money no YouTube, e aos domingos, às 15h, na CNN Brasil.









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