Os custos totais variaram drasticamente, situando-se entre aproximadamente 0,3% e quase 9% do valor transferido, dependendo do corredor e dos provedores de serviços utilizados. Os prazos de liquidação também apresentaram ampla variação, indo de cerca de 20 minutos, quando os sistemas domésticos de pagamento instantâneo suportavam os saques, até até dois dias úteis quando os destinatários dependiam de transferências bancárias convencionais.
Pontos cegos
Um banco central destacando deficiências nas promessas que as stablecoins podem oferecer é, de certa forma, algo esperado. Instituições financeiras tradicionais (TradFi) podem ter um interesse em minar a adoção das stablecoins – tokens digitais atrelados a moedas fiduciárias. Afinal, as moedas digitais e a blockchain foram projetadas para eliminar grande parte da necessidade de intermediários, como os bancos centrais.
No entanto, os pesquisadores constataram que a própria blockchain raramente era o problema.
As taxas de gás da rede representaram apenas uma parcela negligenciável do custo total. Em vez disso, as maiores despesas ocorreram antes e depois da transferência on-chain: conversão de euros em USDC, retirada de fundos para a moeda local, spreads cambiais e taxas cobradas por exchanges e redes bancárias domésticas.
As descobertas destacam o que se tornou um dos maiores pontos cegos da indústria.
Grande parte do marketing em torno das remessas com stablecoins concentra-se no custo de transferir tokens entre redes blockchain. Em redes Layer-2 e blockchains mais recentes, transferir dólares digitais pode custar menos de um centavo.









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