Globo começa a negociar patrocínios para transmissão da Copa do Mundo feminina em 2027




Marta, principal jogadora da seleção feminina de futebol que disputará a Copa do Mundo

 A Globo enviou nesta quinta-feira (30) para o mercado publicitário o pacote comercial da Copa do Mundo feminina, que será realizada no Brasil em 2027. A emissora promete a maior cobertura de um evento da modalidade em sua história.

De acordo com o plano comercial, não há restrições em relação ao número de patrocínios, mas há prioridade para parceiros da Fifa. O documento também não fala em valores, mas fontes afirmam se tratar do pacote mais valioso das transmissões do futebol feminino no Brasil.
 
A Globo promete exibir todos os 64 jogos em suas plataformas, por meio de TV aberta, SporTV e GE TV. O número de partidas que vão ao ar em TV aberta ainda não foi definido por questões de planejamento de programação. A CazéTV também exibirá o torneio.

Além dos jogos, a Globo promete exposição de marcas já a partir de dezembro, com a transmissão ao vivo do sorteio dos grupos do torneio, inclusive em TV aberta.

No pacote, a emissora também promete algo além do esporte. A empresa terá produtos em outras áreas com foco na modalidade, como jornalismo, dramaturgia, filmes, séries, programas especiais, transmissões e plataformas.

Um dos produtos é uma novela das seis, prevista para ir ao ar a partir de junho do ano que vem. Trata-se de “Dias de Glória”, que contará a história fictícia de uma mulher que tenta jogar futebol nos anos 1940.

A Globo aposta no grande interesse do público no futebol feminino. Segundo pesquisa realizada pela área de inteligência da empresa e apresentada no plano, 62% dos brasileiros afirmam ter interesse pela modalidade e 60% dizem que pretendem acompanhar a Copa do Mundo feminina.

Procurada pela coluna, Manzar Feres, diretora de Negócios da Globo, confirma o início das negociações. “Grandes eventos esportivos viram cultura quando uma transmissão se transforma em uma experiência compartilhada por um país inteiro. E essa construção exige investimento, continuidade, narrativa e capacidade de mobilização”, diz.





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