O governo do Líbano iniciou na terça-feira uma nova ronda negocial com Israel em Roma, sob patrocínio dos Estados Unidos, visando a retirada das forças israelitas do sul do país.
As discussões, que começaram na embaixada dos Estados Unidos em Roma, devem durar até quinta-feira, confirmou na rede social X o porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Tommy Pigott.
“Os Estados Unidos continuam totalmente empenhados em apoiar os dois governos na continuação deste processo, de forma a garantir uma segurança duradoura para ambos os países, eliminar as ameaças à segurança de Israel e restabelecer a autoridade do Estado libanês em todo o sul do país”, afirmou.
Um acordo-quadro assinado no final de junho na 6.ª ronda negocial prevê o destacamento do exército libanês em “zonas piloto” cujas populações foram retiradas por Israel – que ainda ocupa parte do sul do país – sujeito ao desarmamento do movimento pró-iraniano Hezbollah.
O ministro italiano dos Negócios Estrangeiros, Antonio Tajani, exortou na segunda-feira as duas partes a “continuarem o trabalho num espírito construtivo, definindo soluções comuns” para a colocação em prática do acordo-quadro, após reuniões com os chefes respetivos das delegações libanesa e israelita, Simon Karam e Yechiel Leiter.
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Ao abrigo do acordo-quadro, o exército libanês iniciou a 21 de julho o seu destacamento na localidade do sul de Zawtar al-Gharbiya, primeira “zona piloto”, e autorizou os habitantes a regressarem.
O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, referiu na segunda-feira, durante uma reunião do gabinete, esforços para alcançar “retiradas israelitas sucessivas do território libanês, até uma retirada total”, indicou o ministro da Informação, Paul Morcos.
Segundo um responsável do Departamento de Estado, as discussões devem incidir sobre a extensão do processo das “zonas piloto”, a resolução das questões fronteiriças em suspenso, visando um acordo global de paz e segurança entre os dois países, ainda tecnicamente em estado de guerra.
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Mas o embaixador dos Estados Unidos no Líbano, Michel Issa, apelou na segunda-feira a uma prática “responsável” do acordo-quadro. “Ir rápido demais pode colocar em perigo os próprios civis que este processo pretende proteger”, afirmou em comunicado.
Segundo o diplomata, as duas partes devem chegar a um acordo sobre “um mecanismo claro e prático antes de passar à próxima etapa”.
O Hezbollah rejeitou este acordo várias vezes e recusa-se a depor as armas enquanto não for definido qualquer calendário para a retirada total de Israel.
As negociações diretas com Israel só trarão “vergonha e humilhação”, criticou na terça-feira o seu líder, Naim Kassem, acusando o presidente libanês de fomentar divisões no país em vez de atuar como “árbitro”.
Este movimento xiita envolveu o Líbano na guerra regional ao disparar contra Israel, no dia 02 de março, em apoio a Teerão, desencadeando importantes ataques aéreos israelitas e uma ofensiva terrestre.
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A violência diminuiu desde junho, mas Beirute continua a relatar ataques israelitas esporádicos e denuncia explosões no sul do país.








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