10h
Paulo Aragão, host do podcast Giro Bitcoin
O Bitcoin segue acima dos US$ 64 mil, beneficiado pelo otimismo em torno de um possível acordo entre EUA e Irã sobre o Estreito de Ormuz. A queda do petróleo também ajuda, reduzindo os temores de inflação e melhorando o apetite por risco.
Para o mercado cripto, porém, o CLARITY Act continua sem votação marcada no Senado e fica cada vez mais difícil imaginar sua aprovação antes do recesso de agosto.
No curto prazo, ainda vejo espaço para o Bitcoin buscar US$ 66 mil, principalmente porque muitos investidores de varejo estão apostando na queda. Por outro lado, já começa a existir novamente um excesso de posições compradas próximo dos níveis atuais.
Minha leitura é que essa recuperação ainda inspira cautela. Curiosamente, se tivermos um acordo com o Irã, mas o CLARITY Act for novamente adiado, uma eventual queda do Bitcoin enquanto os demais mercados permanecem fortes pode criar uma oportunidade interessante de compra em níveis mais baixos.
9h30
Gil Herrera, diretor de estratégia e expansão da Bitget para a América Latina
O mercado de criptomoedas opera sem direção definida nesta quarta-feira, mesmo com as bolsas globais renovando máximas impulsionadas pelo entusiasmo em torno da inteligência artificial. Normalmente, o Bitcoin acompanha movimentos de maior apetite por risco, mas desta vez a criptomoeda permanece relativamente estável, indicando que os investidores ainda aguardam um catalisador específico para o setor.
Do ponto de vista técnico, o Bitcoin continua testando uma região importante de resistência próxima aos US$ 64.650, correspondente à média móvel exponencial de 50 dias. Um rompimento consistente desse nível pode abrir espaço para uma recuperação mais robusta, mas o ativo ainda negocia abaixo das médias de 100 e 200 dias, o que sugere que a tendência de médio prazo permanece cautelosa. Além disso, indicadores como o RSI próximo de 52 e o MACD ainda em território negativo mostram que o momentum comprador segue limitado.
No curto prazo, as atenções também estão voltadas para o cenário macroeconômico. Um eventual anúncio relacionado ao Estreito de Ormuz pode servir como o principal catalisador da semana para os mercados. Caso uma redução das tensões geopolíticas seja confirmada e, ainda assim, o Bitcoin não consiga reagir positivamente, isso pode indicar que os investidores seguem priorizando outros segmentos do mercado, como as ações de tecnologia, em detrimento dos ativos digitais.
8h30
O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta quarta-feira, 05/08/2026, está cotado em R$ 329.463,18. O BTC continua sem forças apesar da leve alta e do retorno para US$ 64 mil.

De acordo com André Franco, CEO da Boost Research, os ETFs americanos seguem do lado comprador: US$ 211,5 milhões de captação líquida na terça-feira, segundo pregão positivo seguido, com US$ 170,3 milhões no fundo da BlackRock e US$ 19,6 milhões no da Fidelity, segundo dados da Farside.
O contraste do dia está fora da cripto. Wall Street fechou a terça em festa, com o S&P 500 subindo 1,8% para o primeiro recorde em dois meses e o Dow Jones acima dos 54 mil pontos pela primeira vez na história. Nesta manhã a Ásia acompanhou: o Nikkei subiu 3,7% e o Kospi, 3,8%, com a SoftBank disparando 14% depois do balanço. Em um dos dias mais compradores do ano nas bolsas, o bitcoin andou menos de 1% e o Fear & Greed segue em 27, na zona de medo.
De acordo com ele, o motor do movimento é o petróleo. O Brent perdeu mais de 10% em duas sessões e furou os US$ 79 na terça, depois de o Catar confirmar uma proposta interina para reabrir o Estreito de Ormuz e de o Irã sinalizar que pode aceitar a remoção das minas do canal por países europeus. O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, disse à CNBC que o acordo pode sair hoje ou amanhã.
Nesta manhã o Brent devolve parte da queda e volta aos US$ 80. O ouro subiu junto com as bolsas e roda US$ 4.160, e o juro de 10 anos americano está em 4,61%. No Brasil, o Copom anuncia a decisão hoje à noite, com a Selic em 14,25% e consenso de mais um corte de 0,25 ponto.
Bitcoin análise técnica

O analista da CryptoQuant, Alex Adler Jr. aponta que o Índice de Estresse Local (Local Stress Index — LSI) é um índice composto, calculado a cada hora, que mede o estresse do mercado local de Bitcoin em uma escala de 0 a 100. Ele responde a uma pergunta: o mercado está enfrentando um estresse agudo de curto prazo neste momento ou se encontra em um regime de calmaria?
Segundo ele, não se trata de uma métrica para prever ciclos nem de uma medida de valor justo. É um indicador do estado atual do mercado. O índice é composto por três subíndices: preço, fluxo e alavancagem. As variáveis de cada bloco são normalizadas com base nos 90 dias anteriores, e não em todo o histórico do Bitcoin.
A ideia central desta edição é que o nível de estresse fornece apenas metade da informação. Ao longo da amostra de 2.160 horas, de 7 de maio a 5 de agosto de 2026, o índice permaneceu na zona de calmaria durante 95,0% do tempo, com valor mediano de 2,04. Por construção, o LSI permanece próximo de zero na maior parte do tempo. Seu valor não está nesses 95%, mas nos 5% raros e nos componentes que formam o estresse. Duas horas com o mesmo valor de LSI podem apresentar estruturas de fatores determinantes completamente diferentes. O índice mostra a intensidade, enquanto esses fatores revelam o mecanismo que a produz.
Já o analista Thahbib Rahman, analista de pesquisa da Block Scholes, ressalta que o BTC permanece bem abaixo de suas próprias máximas históricas, e a distância em relação às ações tornou-se ainda mais evidente: desde o início de 2025, o S&P 500 acumula valorização superior a 25%, enquanto o BTC registra queda próxima de 35%. Essa divergência aumentou durante a etapa mais recente do rali das ações.
Isso, porém, não significa que as criptomoedas tenham deixado de acompanhar outros ativos de risco. A correlação móvel de 90 dias entre os retornos do BTC e do S&P 500 permanece historicamente elevada, em torno de 45%, apenas ligeiramente abaixo do pico registrado no fim de 2025. O BTC ainda acompanha as ações no dia a dia, mas tem participado menos de cada movimento de alta e recuado mais intensamente em cada liquidação, resultando em uma trajetória líquida negativa das criptomoedas em relação às ações dos Estados Unidos.
Para ele, o alívio provocado pela decisão de não elevar os juros na reunião do FOMC da semana passada — algo que, em condições normais, poderia ter estimulado a demanda por criptomoedas — foi limitado. O mercado ainda atribui uma probabilidade de aproximadamente 65% a um aumento de 25 pontos-base na reunião do FOMC de setembro, indicando que o obstáculo representado pela trajetória dos juros foi apenas adiado.
A sazonalidade da volatilidade das criptomoedas sugere que essa atividade moderada deverá continuar até a próxima reunião do FOMC, em setembro, uma vez que os mercados de criptoativos costumam atravessar um período de calmaria no fim do verão antes do simpósio de Jackson Hole do Fed, realizado no final de agosto de cada ano. No entanto, embora Jackson Hole seja tradicionalmente o evento no qual o presidente do Fed prepara os mercados para a trajetória da política monetária no outono, a aversão explícita de Warsh à orientação futura (forward guidance) torna muito menos certas as indicações que serão transmitidas no evento deste ano.
Portanto, o preço do Bitcoin em 05 de agosto de 2026 é de R$ 329.463,18. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0030 BTC e R$ 1 compram 0,0000030 BTC.
As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 05 de agosto de 2026, são: Pump.fun (PUMP), Zcash (ZEC) e Pi Network (PI), com altas de 8%, 6% e 5%, respectivamente.
As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 05 de agosto de 2026, são: Audiera (BEAT), Binance Life e Venice Token (VVV), com quedas de -15%, -11% e -7% respectivamente.










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