Já há contrato para a primeira obra de Trump na Faixa de Gaza. É uma base militar


Local deve ficar junto à fronteira com Israel e vai ser liderado por forças de Marrocos

Mais de meio de depois de o presidente dos Estados Unidos anunciar a criação do Conselho da Paz, que tem como missão ajudar a reconstrução da Faixa de Gaza, temos a primeira grande novidade.

De acordo com o jornal The Guardian, o organismo criado por Donald Trump emitiu o seu primeiro contrato: um projeto para construir um posto militar com 150 soldados que vai albergar tropas de Marrocos.

O contrato ainda não está finalizado, mas já foi atribuído à Arkel International, uma empresa do Louisiana que tem trabalhado para o governo norte-americano em projetos do género no Médio Oriente, nomeadamente no Iraque.

O Conselho da Paz é liderado pelo próprio Donald Trump, recorde-se, e tem como equipa o genro do presidente dos Estados Unidos, Jared Kushner, ou amigo Steve Witkoff.

Num email a que o jornal britânico teve acesso pode ler-se que o Conselho da Paz e a Comissão Nacional para a Administração de Gaza, um conjunto de tecnocratas palestinianos radicados naquela região, estão “nas etapas finais da preparação de vários contratos”, ainda que nada tenha sido assinado.

A fonte do jornal The Guardian afirmou que “um dos potenciais contratos diz respeito às instalações de apoio à Força Internacional de Estabilização, que irão auxiliar na implementação dos mecanismos de segurança e governação do roteiro”.

 “Este contrato será um dos muitos essenciais para o futuro de Gaza”, acrescentou.

A construção em cima da mesa é uma base pequena de 100 por 120 metros que vai rodar com uma outra base em Israel. A construção vai ficar nos 60% de território da Faixa de Gaza que Israel ainda controla, sendo que a zona tampão criada pelas Forças Armadas israelitas vai para lá disso.

De resto, a base militar deve ficar a pouco mais de um quilómetro da fronteira com Israel, estando também prevista a criação de uma “rota de extração rápida” caso a força ali instalada fique sob ataque.



Source link

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *