Após a crise migratória em Ceuta, que deteriorou as relações entre Espanha e Marrocos, uma reportagem do The Times na quarta-feira sugeriu que a FIFA havia “subornado” o Marrocos com os direitos de sediar a final da Copa do Mundo 2030 em troca de apoio político para Gianni Infantino, severamente prejudicado pelo fracasso de seu plano de privatizar a Copa do Mundo.
Espanha e Marrocos vêm discutindo onde aconteceria a final da Copa do Mundo 2030 (uma competição coorganizada por ambos os países e Portugal). O Marrocos quer que a final seja em seu novo Estádio Hassan II em Casablanca, mas a Espanha confia que, já que o país com mais estádios entre os três, teria o direito de sediar a final em Madri ou Barcelona.
A reportagem do The Times foi rapidamente negada pela FIFA e pelas federações espanhola e marroquina de futebol, e agora uma nova reportagem da emissora pública espanhola RTVE diz que a final da Copa do Mundo 2030 acontecerá em Madri, no Santiago Bernabéu.
Por que a conclusão repentina das negociações? Porque a FIFA oferecerá ao Marrocos os direitos para sediar a próxima Copa do Mundo de Clubes, no verão de 2029.
A Espanha conquista a final da Copa do Mundo 2030, o Marrocos ganha a Copa do Mundo de Clubes 2029
Embora ainda não haja 100% de certeza, esse novo avanço faz do estádio do Real Madrid, que já sediou a final da Copa do Mundo de 1982, o estádio mais provável para sediar a final. O Marrocos abriria mão das esperanças de sediar a final em troca de ser o único anfitrião da Copa do Mundo de Clubes, que acontecerá em 2029, quatro anos após a primeira edição do torneio renovado ter ocorrido nos Estados Unidos (com Trump ficando famoso por ter esmagado a foto da vitória do Chelsea, momento que se repetiu quando a Espanha venceu a Copa do Mundo neste verão).
Até lá, o Estádio Hassan II já deve estar concluído, e será o maior estádio do mundo, com 115.000 assentos (Bernabéu tem 80.000 assentos e o Camp Nou, quando finalizado, terá 100.000).











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