Oriente Médio: não há acordo entre o Líbano e Israel


Não houve entendimento após as negociações em Roma com a parte israelense, que se recusa a se retirar do sul do País dos Cedros. Sobre o conflito no Irã, o presidente estadunidense, Trump, declara que o acordo está cada vez mais próximo, enquanto os rebeldes houthis voltam a atacar: 58 mortos no Iêmen; 11 feridos no sul da Arábia Saudita, que esta sexta-feira, em Jeddah, assina com o Paquistão e a Turquia um tratado de defesa mútua

Vatican News

 

As negociações de três dias em Roma entre o Líbano e Israel, mediadas pelos Estados Unidos, terminam sem resultados concretos. Os israelenses se recusam a retirar imediatamente suas tropas, mas o verdadeiro nó a ser desatado é quais países farão parte do comitê encarregado de verificar a real desminagem do sul do País dos Cedros, onde a ONU denuncia uma forte escalada noturna de bombardeios israelenses sobre Hadatha e ordens de deslocamento forçado de Mansouri.

 

Trump: a guerra com o Irã terminará em breve

No que diz respeito ao Irã, o presidente estadunidense Trump declarou que a guerra poderia terminar “bastante em breve”, e que poderia haver em breve “um anúncio sobre a reabertura do Estreito de Ormuz”. Trump também voltou a abordar o tema da suposta escassez de munições que os EUA estariam enfrentando, conforme denunciado pela imprensa norte-americana: “Precisamos cada vez mais delas”, admitiu, “temos alguns tipos de munições muito potentes das quais dispomos em quantidades praticamente ilimitadas”.

 

Os ataques dos rebeldes houthis

Enquanto isso, porém, os rebeldes houthis do Iêmen voltaram a atacar: em um duplo ataque a um acampamento militar em Marib e a outro na província de Hadramout, perto da fronteira com a Arábia Saudita, 58 pessoas foram mortas — trata-se do maior número de vítimas desde o cessar-fogo assinado em 2022. O exército iemenita prometeu uma resposta adequada. Além disso, outro ataque houthi causou 11 feridos na Arábia Saudita; esta sexta-feira, o país assina com o Paquistão e a Turquia, em Jeddah, um acordo de defesa mútua: uma ideia que já vinha sendo discutida há algum tempo, mas os recentes acontecimentos na região aceleraram o processo.



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