Manhã no mercado: Tensões no Oriente Médio, IPCA e ata do Copom devem guiar ativos | Finanças


O impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã se aprofundou após a escalada retórica do presidente americano, Donald Trump, que exigiu indenizações pelas mortes na guerra em resposta ao pedido de compensação financeira de Teerã para encerrar o conflito. O aumento das tensões ampliou a alta dos preços do petróleo, com o Brent próximo aos US$ 90 por barril, e reforçou as preocupações com a inflação antes da divulgação de dados no Brasil e nos Estados Unidos.

Hoje, o mercado acompanha a inflação brasileira de julho, que deve ter desacelerado para próximo da estabilidade, ajudada por uma nova deflação dos preços dos alimentos. Caso o cenário se concretize, o indicador pode voltar a rodar abaixo do teto da meta perseguida pelo Banco Central.

A mediana de 28 projeções coletadas pelo VALOR DATA aponta para alta de 0,03% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em julho, ante avanço de 0,16% em junho. Na prévia do mês, o IPCA-15 registrou alta de 0,06%.

Além do indicador, os investidores acompanham a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em busca de sinais sobre os próximos passos do colegiado, após a redução da Selic em 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano.

Tanto os dados de inflação quanto o documento podem influenciar os ativos locais ao longo da sessão, enquanto o cenário externo permanece como um dos principais vetores para os mercados. Ontem, o ceticismo quanto à possibilidade de uma solução para a guerra no Oriente Médio levar à reabertura do Estreito de Ormuz no curto prazo voltou a elevar os prêmios de risco, pressionando os juros futuros locais e os rendimentos dos Treasuries.

Nesse ambiente, os dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos ganham ainda mais relevância e podem provocar novas oscilações nos mercados. O indicador americano será divulgado nesta quarta-feira.

Nesta manhã, porém, os mercados externos operavam sem uma direção única. Por volta das 8h, o Brent com entrega para outubro cedia 0,56%, a US$ 87,34. Em Wall Street, os futuros dos índices de Nova York rondavam a estabilidade, com exceção do Nasdaq, que avançava 0,29%. O DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de seis moedas fortes, operava praticamente estável (-0,02%), aos 99,788 pontos.



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