Regras da CBF no Brasileirão dividem Arnaldo e Rodrigo


Rodrigo explicou que a CBF enxergou nas faltas o principal “vilão” para a bola rolar menos e decidiu ir além das regras já previstas pela Fifa, com medidas adicionais aprovadas pelos clubes.

O principal é faltas. Tanto a quantidade de faltas quanto o tempo que fica parado para as faltas. São marcadas mais faltas no Brasileiro que na Europa e o tempo que você fica parado para cada falta é maior. É 36 segundos. Se você contar que são 28 faltas em média no Brasil, você vai vendo o tempo que come isso.
Rodrigo Mattos

Entre as mudanças, Rodrigo citou o endurecimento contra o “bolinho” em volta do árbitro: após um sinal do juiz, apenas o capitão pode permanecer para dialogar; quem insistir, leva cartão amarelo. Segundo ele, a proposta passou por votação com ampla maioria.

A regra vai ser que só o capitão pode falar. Quando for formado aquele bolinho, o árbitro vai fazer um sinal. A partir do momento que o árbitro dá esse sinal, todos os jogadores têm que se afastar menos o capitão. Quem ficar ali toma amarelo. A CBF levou e os clubes aprovaram isso, foi uma votação 38 a 2.
Rodrigo Mattos

Arnaldo sustentou que a mudança corre o risco de virar mais um pacote “de cima para baixo”, sem o envolvimento de quem executa a regra em campo, o que abriria espaço para confusão e para tentativas de driblar a aplicação.

Eu acho que nenhuma medida que visa interferir na dinâmica do jogo é aplicável se não for discutida, assinada e rubricada por quem joga. Não existe uma mudança profunda de cultura se os envolvidos não estiverem presentes e endossando essa mudança de cultura. No Brasil é sempre de cima para baixo, na canetada, sem um verdadeiro pacto.
Arnaldo Ribeiro





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