Brasileirão: Arnaldo critica novas regras da CBF contra cera


Rodrigo Mattos explicou que a CBF levou aos clubes um diagnóstico feito com a consultoria Opta sobre o tempo de bola rolando no país, que só perde para Argentina no quesito. Segundo ele, o Brasileiro teve 52 minutos e 54 segundos de bola rolando no primeiro semestre.

O principal é faltas. Tanto a quantidade de faltas quanto o tempo que fica parado para as faltas. São marcadas mais faltas no Brasileiro do que na Europa e o tempo que você fica parado para cada falta é maior. É 36 segundos enquanto lá na Europa é de 33 segundos para baixo.
Rodrigo Mattos

O colunista também detalhou a regra “antibolinho”: após um sinal do árbitro, só o capitão pode permanecer para falar; quem insistir leva cartão amarelo. Ele disse que a votação foi de 38 a 2, com Vitória e Grêmio defendendo que as medidas ficassem para o ano que vem.

Danilo Lavieri concordou com a intenção de melhorar o jogo, mas questionou a execução no meio do campeonato e apontou risco de “jeitinho” para driblar as novas exigências. Ele citou, por exemplo, a contagem de cinco segundos para o lateral só começar quando o jogador pega a bola.

Como a cultura do futebol por aqui, especialmente clubes, eles vão fazer de um jeito para tentar mudar ou tentar driblar a regra, o famoso jeitinho. O cara vai deixar a bola no chão, vai demorar para pegar a bola para bater.
Danilo Lavieri

Arnaldo reforçou que a reunião na CBF teve “só cartola” e defendeu que mudanças que interferem na dinâmica do jogo precisam ser discutidas e endossadas por quem entra em campo. Para ele, sem esse acordo, a regra tende a virar disputa de interpretação e novas reclamações de clubes.





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