MotoGP: Conflito no Médio Oriente coloca GP do Qatar em suspenso


A Fórmula 1 adiou até meados de setembro a decisão sobre o futuro dos Grandes Prémios do Qatar e de Abu Dhabi. O conflito no Médio Oriente colocou as duas corridas em risco e não está excluída a possibilidade de serem canceladas. Já o GP do Bahrain foi substituído pelo da Malásia, onde a Fórmula 1 correrá em outubro.

Também o MotoGP enfrenta algumas incertezas no calendário, embora de forma mais limitada. Neste momento, apenas o Grande Prémio do Qatar está em dúvida. A prova foi transferida para o início de novembro, completando uma sequência de três corridas consecutivas com Austrália e Malásia. Para abrir espaço no calendário, os Grandes Prémios de Portugal e de Valência também foram deslocados.

No entanto, ainda não é certo que a ronda de Losail possa realizar-se normalmente devido à situação na região. A confirmação foi dada por Carlo Ezpeleta, CFO do MotoGP Group, em declarações ao Motorsport.com.

“Temos apenas uma corrida no Médio Oriente e, do ponto de vista comercial, 21 eventos seriam suficientes para uma temporada de MotoGP. Dito isto, estamos a trabalhar principalmente com o Qatar, com o promotor e com as autoridades para perceber se existe vontade de realizar o Grande Prémio. Também temos de considerar a possibilidade de procurar outro local, embora seja bastante complicado nesta altura do ano, porque praticamente exclui a maioria dos circuitos europeus. Além disso, do ponto de vista logístico, não podemos fazer tudo o que quisermos, já que temos Portugal e Valência e a corrida seria depois da Malásia. Existem ainda questões relacionadas com o clima, restrições e o facto de os circuitos capazes de receber o MotoGP serem limitados em termos de segurança. Vamos analisar as opções, mas o nosso foco continua a ser realizar o GP do Qatar. Esperamos poder correr lá”, explicou o dirigente espanhol.

A prioridade continua a ser manter a corrida em Losail, mas, caso isso não seja possível, a temporada não sofreria grandes alterações com 21 corridas em vez de 22. Numa situação extrema, os fins de semana de Portimão e Valência poderiam regressar às datas inicialmente previstas.

Já encontrar um substituto seria uma tarefa mais complicada, a menos que se optasse por realizar duas corridas no mesmo circuito, à semelhança do que aconteceu durante a pandemia de Covid-19. Nesse cenário, Sepang, na Malásia, surge como uma das hipóteses mais viáveis.





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