Um cidadão moçambicano foi condenado na África do Sul a seis anos de prisão por usar um documento de identidade roubado para obter emprego. A fraude foi descoberta depois de a Autoridade Tributária da África do Sul (SARS na sigla em inglês) identificar o legítimo titular do documento.
Com base no documento roubado, pertencente a um cidadão da África do Sul, o cidadão moçambicano condenado, Arlindo Timane, conseguiu emprego numa pedreira na área de Kareepoort, em Brits, por cerca de seis anos, onde ganhou cerca de 900 mil rands (equivalente a mais de 3,5 milhões de meticais) em salário durante esse período.
De acordo com uma publicação da Carta de Moçambique, a porta-voz da polícia da província do Noroeste, coronel Anne Magakoe, afirmou esta quarta-feira (12) que a fraude foi descoberta quando o legítimo titular do documento de identidade entrou em contacto com a Autoridade Tributária da África do Sul para apresentar uma declaração de imposto de renda e foi informado sobre uma renda não declarada vinculada a um empregador para o qual ele nunca havia trabalhado. O caso foi reportado à polícia em Brits.
“ Como parte da investigação, a verificação das impressões digitais realizada em conjunto com o departamento dos assuntos internos comprovou que Timane não era o legítimo portador do documento de identidade”, disse Magakoe.
Uma investigação mais aprofundada revelou a sua identidade, resultando numa acusação de violação da Lei de Imigração. Magakoe acrescentou que a unidade de investigação de crimes comerciais juntamente com outras agências colectaram evidências dos departamentos de recursos humanos e finanças da pedreira, da Autoridade Tributária e do legítimo titular do documento de identidade que foi localizado em Mpumalanga.
As provas produzidas fortaleceram o caso e auxiliaram a Procuradoria a garantir uma condenação, e Timane foi finalmente sentenciado a seis anos de prisão por fraude”, disse Magakoe.
O comissário provincial do Noroeste, Tenente-General Arthur Adams, alertou as pessoas contra o uso de meios fraudulentos ou da identidade de outra pessoa para obter emprego ou benefícios financeiros. Adams disse que tal conduta não seria tolerada e que aqueles que abusassem deliberadamente de documentos de identidade oficiais para fraudar indivíduos, empresas ou o Estado enfrentariam todo o rigor da lei.
(Foto DR)










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