A corrida para sediar a final da Copa do Mundo de 2030 já começou. Enquanto Portugal, Espanha e Marrocos se preparam para receber a edição que marcará o centenário do torneio, a disputa pelo direito de organizar a partida decisiva mobiliza investimentos bilionários e projetos ambiciosos.
O caso mais notório é o de Marrocos. O país já deu início às primeiras etapas do projeto do Estádio Hassan II, que será construído na região de Benslimane, nos arredores de Casablanca. Os trabalhos de preparação do terreno e de implantação da infraestrutura já foram iniciados, para que a construção principal avance a bom ritmo para estar pronta ainda antes do Mundial.
Construção do Estádio Hassan II, em Marrocos. Crédito: Site
Com capacidade prevista para mais de 115 mil espectadores, o estádio foi idealizado para se tornar um dos maiores e mais modernos do planeta. Inspirado nas tradicionais tendas marroquinas, o projeto incluirá áreas de hospitalidade de alto padrão, espaços comerciais e tecnologia de última geração. O objetivo é claro: transformar Casablanca na sede da final da Copa do Mundo de 2030.
O Mitico Estádio Santiago Barnabéu do Real Madri, sofreu obras de remodelação e é um dos mais emblemáticos concorrentes à final. Crédito: Site RM
No entanto, a concorrência promete ser acirrada. O Santiago Bernabéu, em Madri, e o Camp Nou, em Barcelona, aparecem como os principais rivais da candidatura marroquina.
O famoso estádio do FC Barcelona, chamado de Camp Nou também é um dos principais da competição. Crédito: Site FC Barcelona
Em Portugal, o Estádio da Luz também surge como uma possibilidade mais distante, impulsionado pelo previsto plano de renovação e expansão da área envolvente ao complexo esportivo do Benfica.
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Embora as chances de Lisboa sejam consideradas menores, a candidatura portuguesa apoia-se na experiência acumulada pelo estádio, que já recebeu a final da Eurocopa de 2004 e duas decisões da Liga dos Campeões. Ainda assim, a capacidade inferior à dos concorrentes pesa contra a escolha da capital portuguesa.
O Estádio da Luz, do Benfica, em Lisboa também se quer afirmar como candidato a receber a final e deverá sobre intervenções no complexo esportivo. Crédito: Site SL Benfica
A Copa do Mundo de 2030 terá uma organização inédita. Portugal será representado pelo Estádio da Luz e pelo Estádio José Alvalade, em Lisboa, além do Estádio do Dragão, no Porto.
A Espanha contará com arenas históricas, como o Santiago Bernabéu, o Camp Nou, o San Mamés e o Estádio La Cartuja.
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Marrocos, por sua vez, receberá partidas em Casablanca, Rabat, Marrakech, Tânger, Agadir e Fez.
Além dos três principais anfitriões, Uruguai, Argentina e Paraguai receberão jogos comemorativos, em referência ao centenário da primeira Copa do Mundo, realizada em 1930.
A decisão sobre o palco da final ainda está distante, mas uma coisa já é certa: a disputa já começou e a concorrência é forte.
susana@revistaentrerios.pt











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