Atual presidente da Fifa, Gianni Infantino já começou a se movimentar visando a eleição de março de 2027. Em busca de apoio para conseguir um quarto mandato, o dirigente fez uma proposta à Federação Mexicana de Futebol que pode tirar o país da Concacaf e colocá-lo na Conmebol caso tenha êxito no pleito do ano que vem.
Segundo noticiou o jornalista Martín del Palacio, o movimento seria acompanhado do apoio da federação mexicana à candidatura de Infantino. Após o rompimento com a Uefa, ele corre contra o tempo para conseguir recuperar parte de suas forças o mais rápido possível e, nesse sentido, o México passaria a manifestar publicamente o voto favorável.
A ruptura entre a FMF e a Concacaf, que se aliou a Uefa e AFC no posicionamento contra Gianni, aproxima as partes. Uma transição entre confederações, no entanto, não seria algo simples de ser realizada. A mudança precisa passar por diferentes filtros burocráticos antes de ser concretizada, o que levaria tempo.
Para os mexicanos, a troca seria benéfica do ponto de vista esportivo. Isso porque na Conmebol, o selecionado norte-americano encontraria um nível de enfrentamento muito mais desafiador nas Eliminatórias, por exemplo, encarando Brasil, Argentina, Uruguai e Colômbia.
Além do crescimento da equipe tricolor, que atualmente tem como seus principais adversários Estados Unidos e Canadá, a mesma lógica se aplicaria ao ambiente de clubes, com os times passando a disputar competições como Copa Libertadores e Sul-Americana.
Clubes mexicanos já disputaram a Libertadores
A implementação de times mexicanos ao torneio continental da América do Sul não seria uma novidade. Entre 1998 e 2016, equipes do país norte-americano integraram a disputa junto com as sul-americanas. Cruz Azul, Chivas e Tigres chegaram à final, mas não conseguiram ganhar.
A participação foi encerrada devido a conflitos de calendário provocados pela mudança da Conmebol para o formato de anual estendido. Aliás, os conflitos relacionados a agenda podem ser o grande obstáculo desta vez.
Por conta das distâncias entre os continentes, os mexicanos precisariam fazer longas viagens para vir jogar aqui, o que demandaria um gasto maior e geraria mais desgaste aos atletas. São questões a serem colocadas na balança antes de qualquer decisão.










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