Uma das principais novidades é a limitação do uso dos chamados PFAS, substâncias perfluoroalquiladas e polifluoroalquiladas conhecidas como “químicos eternos”. Estas substâncias são utilizadas em várias embalagens alimentares porque ajudam a repelir gordura e líquidos, mas têm um problema: permanecem durante muito tempo no ambiente e podem acumular-se nos organismos vivos, avança a Renascença.
Actualmente, estes compostos podem ser encontrados em embalagens de comida para levar, caixas de pizza, sacos de pipocas para microondas e outros recipientes usados na indústria alimentar. Com as novas regras, a sua utilização passa a estar sujeita a limites mais rigorosos.
Além disso, fabricantes e importadores terão de fornecer mais informação sobre as embalagens que colocam no mercado, tornando mais fácil identificar a origem dos produtos caso existam incumprimentos das normas europeias.
Mas esta é apenas a primeira etapa de uma mudança mais abrangente. Nos próximos anos, Bruxelas pretende reduzir gradualmente algumas embalagens descartáveis, incluindo as doses individuais de açúcar, molhos e condimentos frequentemente disponibilizadas no sector da restauração e hotelaria.
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O plano europeu prevê ainda a criação, até 2028, de um sistema comum de rotulagem que ajude os consumidores a perceber melhor como reciclar cada embalagem. A intenção é simplificar a separação de resíduos e aumentar as taxas de reciclagem.
As metas para 2030 são ainda mais ambiciosas: todas as embalagens comercializadas na União Europeia deverão ser recicláveis, haverá limites para o espaço vazio nas embalagens e os fabricantes terão de incorporar mais plástico reciclado na produção de novos materiais.
Com estas medidas, a União Europeia quer acelerar a transição para uma economia mais sustentável, reduzindo o desperdício e promovendo hábitos de consumo mais responsáveis.










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