A UE pediu hoje a Israel para respeitar o direito internacional e garantir a proteção de civis, depois de um ministro israelita ter sugerido que se mate diariamente entre 30 e 40 palestinianos em Gaza.
“A União Europeia espera que Israel cumpra todas as suas obrigações ao abrigo do direito internacional, incluindo o direito internacional humanitário, e que a proteção dos civis seja assegurada em todos os momentos”, afirmou a porta-voz da Comissão Europeia Anitta Hipper em conferência de imprensa em Bruxelas.
A porta-voz lembrou estar ainda em cima da mesa uma proposta para sancionar o ministro da Segurança israelita, Itamar Ben Gvir, ainda não aprovada por falta de consenso, mas que tem sido apoiada pelo Governo português, “ao abrigo do regime global de sanções da UE em matéria de direitos humanos”.
Esta segunda-feira, Itamar Ben Gvir, figura da extrema-direita israelita, sugeriu que o exército devia matar seletivamente entre 30 e 40 palestinianos todas as noites na Faixa de Gaza, porque “não merecem viver lá”.
Ben Gvir, já condenado por fazer comentários racistas, afirmou que Israel devia construir “colonatos judaicos” no enclave palestiniano, dizendo que os moradores “nem sequer são pessoas”, de acordo com declarações publicadas pelo jornal britânico Financial Times.
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“E quanto aos terroristas, não deve haver emigração para eles. Devemos simplesmente matá-los um por um”, afirmou o ministro.
As autoridades controladas pelo movimento islamita palestiniano Hamas em Gaza estimaram o número de palestinianos mortos em mais de 73.380 e o número de feridos em quase 174.300, desde o início da ofensiva israelita, na sequência dos ataques realizados por milícias palestinianas em 07 de outubro de 2023.











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