13 trocas de comando foram efetuadas desde o início da competição
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Ao fim do primeiro turno do Brasileirão, 13 técnicos já foram demitidos por seus clubes, um a menos do que no mesmo recorte em 2025. Ainda assim, o número mantém o padrão elevadíssimo do campeonato — na Premier League, por exemplo, apesar do crescimento recente de trocas, 11 profissionais tiveram seus vínculos terminados ao longo da última temporada inteira.
Três times, inclusive, já mudaram o comando técnico duas vezes desde o início do torneio: Vasco, São Paulo e Chapecoense. Esta edição do Campeonato Brasileiro começou com enorme “dança das cadeiras”, com seis treinadores desligados nas seis primeiras rodadas. No entanto, a situação se “estabilizou”, até mesmo devido à pausa para a Copa do Mundo.
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Técnicos demitidos no 1º turno do Brasileirão de 2026:
- 12/02 (após a 3ª rodada) – Jorge Sampaoli (Atlético-MG)
- 22/02 (após a 3ª rodada) – Fernando Diniz (Vasco)
- 01/03 (após a 4ª rodada) – Juan Carlos Osório (Remo)
- 03/03 (após a 4ª rodada) – Filipe Luís (Flamengo)
- 09/03 (após a 4ª rodada) – Hernán Crespo (São Paulo)
- 16/03 (após a 6ª rodada) – Tite (Cruzeiro)
- 19/03 (após a 7ª rodada) – Juan Pablo Vojvoda (Santos)
- 22/03 (após a 8ª rodada) – Martín Anselmi (Botafogo)
- 03/04 (após a 9ª rodada) – Gilmar Dal Pozzo (Chapecoense)
- 05/04 (após a 10ª rodada) – Dorival Júnior (Corinthians)
- 13/05 (após a 15ª rodada) – Roger Machado (São Paulo)
- 25/05 (após a 17ª rodada) – Fábio Matias (Chapecoense)
- 18/06 (após a 18ª rodada) – Renato Gaúcho (Vasco)
O Flamengo é o único dos seis primeiros colocados que trocou de treinador: após início de ano ruim, com derrotas na Supercopa e Recopa Sul-Americana, o multicampeão Filipe Luís teve o contrato encerrado ainda no princípio do torneio. Na zona de rebaixamento, o Mirassol desafia a lógica dos demais times em situação de perigo e mantém a confiança em Rafael Guanaes devido à campanha histórica em 2025, além da classificação ao mata-mata da atual Copa Libertadores.
Tabela do Brasileirão 2026:
| Clube (posição) | Já trocou de técnico? | Treinador |
|---|---|---|
|
Palmeiras (1º) |
Não |
Abel Ferreira |
|
Flamengo (2º) |
Sim |
Leonardo Jardim |
|
Athletico-PR (3º) |
Não |
Odair Hellmann |
|
Fluminense (4º) |
Não |
Luis Zubeldía |
|
Bragantino (5º) |
Não |
Vagner Mancini |
|
Bahia (6º) |
Não |
Rogério Ceni |
|
Corinthians (7º) |
Sim |
Fernando Diniz |
|
Cruzeiro (8º) |
Sim |
Artur Jorge |
|
Botafogo (9º) |
Sim |
Franclim Carvalho |
|
Coritiba (10º) |
Não |
Fernando Seabra |
|
Vitória (11º) |
Não |
Jair Ventura |
|
São Paulo (12º) |
Sim |
Dorival Júnior |
|
Atlético-MG (13º) |
Sim |
Eduardo Domínguez |
|
Internacional (14º) |
Não |
Paulo Pezzolano |
|
Santos (15º) |
Sim |
Cuca |
|
Grêmio (16º) |
Não |
Luís Castro |
|
Vasco (17º) |
Sim |
Pedro Emanuel |
|
Mirassol (18º) |
Não |
Rafael Guanaes |
|
Remo (19º) |
Sim |
Léo Condé |
|
Chapecoense (20º) |
Sim |
Rafael Lacerda |
Brasileirão de 2026 ultrapassará o de 2025?
Apesar de o Brasileirão de 2025 ter superado o número de demissões da atual temporada no 1º turno, “somente” oito técnicos foram mandados embora nas 19 rodadas finais — sem contar as trocas efetuadas após a 38ª rodada. Assim, o último ano terminou com 22 desligamentos, número que pode ser ultrapassado neste campeonato.
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Técnicos demitidos no 1º turno do Brasileirão de 2025:
- 30/03 – Mano Menezes (Fluminense)
- 14/04 – Pedro Caixinha (Santos)
- 16/04 – Gustavo Quinteros (Grêmio)
- 17/04 – Ramón Díaz (Corinthians)
- 27/04 – Fábio Carille (Vasco)
- 04/05 – Pepa (Sport)
- 11/05 – Fábio Matias (Juventude)
- 04/06 – António Oliveira (Sport)
- 15/06 – Luís Zubeldía (São Paulo)
- 29/06 – Renato Paiva (Botafogo)
- 09/07 – Thiago Carpini (Vitória)
- 09/07 – Cléber Xavier (Santos)
- 14/07 – Juan Pablo Vojvoda (Fortaleza)
- 29/07 – Claudio Tencati (Juventude)
Técnicos demitidos no 2º turno do Brasileirão de 2025:
- 25/08 – Fábio Carille (Vitória)
- 29/08 – Cuca (Atlético-MG)
- 01/09 – Renato Paiva (Fortaleza)
- 22/09 – Roger Machado (Internacional)
- 23/09 – Renato Gaúcho (Fluminense)
- 27/10 – Fernando Seabra (RB Bragantino)
- 28/10 – Daniel Paulista (Sport)
- 29/11 – Ramón Díaz (Internacional)

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Recordes negativos do Brasileirão
A primeira edição do Brasileirão em pontos corridos (2003) ainda detém o recorde de mudanças no comando técnico: 40. No entanto, era uma competição com 24 clubes e 46 rodadas. No mesmo formato, os torneios de 2004 e 2005 também superaram 35 demissões. Desde a adoção do sistema com 20 times e 38 rodadas, o ano de pior marca foi 2015, que totalizou 32 trocas e teve o campeão Corinthians como único a terminar o campeonato com o mesmo técnico da estreia.
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Os trabalhos que desafiam o padrão
Em cenário de rotatividade crônica, alguns poucos trabalhos fogem à regra e mostram que estabilidade ainda é possível no futebol brasileiro. O grande símbolo dessa resistência na era recente é Abel Ferreira, do Palmeiras. Apenas outros três técnicos ocupam seus cargos há mais de um ano.
Trabalhos em curso mais longevos do Brasileirão:
- Abel Ferreira (Palmeiras): 5 anos, 8 meses e 20 dias
- Rogério Ceni (Bahia): 2 anos, 10 meses e 15 dias
- Rafael Guanaes (Mirassol): 1 ano, 4 meses e 6 dias
- Odair Hellmann (Athletico-PR): 1 ano, 2 meses e 2 dias
- Jair Ventura (Vitória): 10 meses











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