Com retorno de atletas da Copa, comissão monitora evolução física do elenco
A vitória por 4 a 2 sobre o Olimpia em Brasília marcou o fim da intertemporada do Flamengo, mas o saldo fora das quatro linhas ligou o sinal de alerta máximo no rubro-negro. O técnico Leonardo Jardim não escondeu a preocupação com o número excessivo de atletas sob os cuidados do departamento médico e desabafou sobre as dificuldades de gerir um grupo reduzido.
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O comandante português revelou que, além dos problemas graves que já assolavam o elenco, a reapresentação dos atletas que disputaram a Copa do Mundo trouxe novos contratempos físicos que complicam o planejamento para o restante da temporada.
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O “efeito colateral” da Copa do Mundo e novos problemas
O treinador detalhou a situação de peças que deveriam encorpar o time na retomada das competições. De acordo com Jardim, o equatoriano Gonzalo Plata retornou do Mundial abaixo das condições físicas ideais. Pior é o cenário do uruguaio Nicolás De la Cruz, que apresentou déficit nos exames médicos internos.
— O que tem nos preocupado, principalmente, são as lesões, temos muitos jogadores fora. Agora, além dos que foram à seleção e tiveram as lesões mais graves, casos do Arrascaeta e Paquetá, ainda essa semana eu constatei também o Plata, que não está nas melhores condições. O Nico (De la Cruz) nós tivemos um problema nas nossas análises médicas de força e também está com um problema que não sei por quanto tempo o deixará de fora — lamentou o técnico.
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Para piorar o cenário ofensivo, o atacante Luiz Araújo, que marcou o último gol da vitória diante dos paraguaios, virou nova dúvida. Ele sofreu uma forte pancada no joelho esquerdo durante o segundo tempo, precisou ser substituído e iniciou tratamento com gelo ainda no banco de reservas, queixando-se de muitas dores.

Quebra-cabeça e mistério para enfrentar a Chapecoense
O elenco principal do Flamengo volta a campo de forma oficial na próxima quarta-feira (22), contra a Chapecoense, na Arena Condá, pelo Campeonato Brasileiro. Contudo, as chances de Jardim contar com força máxima são quase nulas, gerando incertezas nos bastidores sobre o tempo de transição dos atletas zerados clinicamente.
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A expectativa inicial de ter Arrascaeta 100% para o duelo em Santa Catarina se transformou em dúvida nos corredores do clube. Embora o camisa 10 e o zagueiro Léo Ortiz estejam na fase final de recuperação e façam trabalhos leves com bola, o planejamento cauteloso do clube evita acelerar o processo para não causar novas lesões. Dentro do clube, a participação de Léo Ortiz na quarta-feira já é tratada como improvável devido ao tempo em que o defensor ficou parado. Já Lucas Paquetá, lesionado durante a Copa do Mundo, segue em tratamento e continua sem um prazo estimado de retorno aos gramados.

Diante do elenco enxuto, Jardim cobrou publicamente a chegada de duas ou três peças de reposição da diretoria para a sequência do ano, ressaltando a importância de segurar os atletas atuais para evitar que o time dependa exclusivamente de improvisações e de garotos das categorias de base.
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— Hoje tivemos jogadores que também não sei o que houve com eles, espero que não seja nada grave. Sinceramente, nós não somos muitos, nosso elenco nos obrigou a aproveitar alguns meninos da base, e as lesões têm nos criado problemas. Eu acredito que o Flamengo e sua estrutura estão trabalhando para reforçar a equipe em duas ou três peças necessárias, e que não saia ninguém. Isso também é importante — concluiu.
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